Kamen Rider Build começou melhor que seus antecessores – Impressões semanais

Depois do final tão esperado de Kamen Rider Ex-Aid, os otakus embarcaram no trem do hype de Kamen Rider Build. A primeira coisa que temos apontar aqui é o visual transformado do principal. O traje volta com os traços fortes que os Kamen Rider tinham, um sinal de que depois de inovar quiseram fazer deste um mais tradicional.

A trama do atual é muito mais séria que a extremamente lúdica do seu antecessor. Dez anos atrás os Japoneses ganham uma corrida espacial, chegam em Marte e encontram ruínas de outra civilização. Dentro de algum tipo de templo havia uma caixa que um astronauta ao pegá-la se ativa, começa a brilhar e corta a cena. Eu aposto as minhas fichas que este cara é um dos grandes vilões.

Voltando para a Terra, a agência espacial apresenta o artefato encontrado para as autoridades. Um anônimo da platéia se atira contra a caixa e coloca suas mãos em cima dela. A caixa começa a explodir e constrói um muro muito louco chamado Skywall. Algumas pessoas presentes recebem poderes graças a tal explosão mágica. Desconfio aqui que o principal seja esse sujeito. O muro é muito grande e tem três ramificações, no limite dele jorra energia mahou shoujo que explode as coisas. Por causa de uma bobagem insignificante desse tamanho, o Japão foi partido e consequentemente três governos se formaram.

Hokuto em azul, focada no bem-estar social. Seito em vermelho, busca a recuperação econômica. Por fim a partição na qual se passa a história: Touto em verde, visando o pacifismo. Eu fico meio desconfiado com gente que se entitula pacifista, pois sempre são os primeiros a mentir, gritar, dar porrada e censurar.

Alguma organização está fazendo experimentos com presos para se tornarem monstros chamados Smash. Como de costume o protagonista vai lá e mete a porrada neles pra salvar os convertidos, pegar seus poderes e usar contra outras criaturas. Cada Smash tem uma habilidade única e o principal as coleta. Nada demais, próximo tópico.

Soichi Isurugi, um velho muito estranho que falaremos depois, estava andando pela chuva quando encontrou o jovem Sento Kiryu, nosso personagem principal, desfalecido. Quando acordou, descobriu que ele tinha amnésia, só se lembrava que tinha conhecimentos avançados de física e algumas cenas confusas muito parecidas com o passado do Wolverine. Estava trancado em um tanque de líquido verde com uma máscara de oxigênio, tinham vários cientistas em volta e no final ele escapa sem se lembrar do resto da vida. É isso mesmo, só que o Coronel William Stryker não apareceu e o Batman japonês do mal tomou o seu lugar.

Batman Japonês do mal (NIght Rogue, o vilão)

Agora pare para pensar no velho: Eu tava andando na rua, vi um cara desacordado, falou que era o wolverine e depois de uma conversa maneira eu o coloquei na minha casa. Até hoje eu dei roupa, abrigo, comida e ainda ajudo a esconder as máquinas extraordinárias de combate ao mal na minha cafeteria. Ou esse cara é muito bom, ou esse cara é muito amiguinho plot twist. Candidato a vilão óbvio.

Eu gostei muito do Sento por causa do alívio cômico nas horas certas. A característica marcante é quando ele se empolga com algo e um tufo do cabelo dele sai do penteado normal e fica muito aparente. Sendo um cientista, ele consegue influenciar bastante e isoladamente no plot, mas a ideia da moto que vira um celular ficou mais ou menos. A transformação também deixou a desejar, tem muito efeito gráfico bom, mas durante ato a fotografia é ruim e o jogo de câmeras também. Quando acaba a parte digitalizada a cena melhora, pois a tomada da pose mostrando os detalhes da roupa é ótima.

Sobre o Ryuga Banjo: Não tenho como não rir falando banjo para designar uma pessoa. Ele é o brother ex-lutador com o mesmo passado Wolverine do Sento. Com ele a porrada não vai faltar, só tem que maneirar no drama nos próximos episódios. Já senti na próxima semana o cheiro de confiança e rivalidade entre os dois surgindo no ar.

Outro destaque é que tivemos poucos personagens femininos e com pouca presença, pelo menos neste episódio. Dever ser devido  ao fanservice da temporada passada quando copiaram a Hanna Montana e colocaram um pouco da Kyary e surgiu o fenômeno Poppy Pipopapo.

A coisa marcante do Build é que ele matou alguém sem remorso no primeiro episódio. O mocinho fugindo da polícia jogou um polical para cima da Skywall e o cara explodiu. Fora o outro fardado que caiu da muralha e não vimos a cena. Se me contassem isso há 5 anos eu riria, mas estou em choque e quero dar os parabéns para a TV Asahi pela coragem.

Resumindo, temos uma história com política, suspense e comédia. Apesar do primeiro episódio não conseguir conter todas a construções de personagens de todos os núcleos, temos um roteiro fluindo bem até agora. O episódio conseguiu apresentar como os principais personagens vão seguir na trama e não se atropelou no enredo e nem no tempo. Estou torcendo mais pra Kamen Rider Build depois do primeiro episódio, coisa que não foi muito forte com o Ghost  e menor ainda com o Ex-Aid.

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