Roberto Aprova #12: Os Heróis Mais Poderosos da Marvel – Viúva Negra

“A curiosidade as vezes mata… A minha carteira!”

Fala, galera! Tudo bem? Mais um “Roberto Aprova” na área, hoje trazendo pra vocês a edição número 6 da coleção “Os Heróis mais Poderosos da Marvel”. Este volume traz na capa a belíssima Natasha Romanov (a.k.a.Viúva Negra) e três histórias, sendo duas delas mais antigas e uma mais recente. A primeira é lá de 1964, na qual temos a primeira aparição da Viúva, também conhecida como Madame Natasha, e seu embate com o Homem de Ferro. Na segunda história temos sua participação em “Amazing Spider-Man #86″, publicada nos anos 70, na qual a Viúva lutará com o Homem Aranha para tentar entender os poderes do Cabeça de Teia. E na terceira e ultima história dessa edição, conhecemos mais sobre o passado de Natasha em páginas recheadas de ação, mistérios e sensualidade. Como já sabia que essa coleção se tratava de histórias de origem dos heróis da Marvel, decidi comprar essa edição para saber um pouco mais da Viúva Negra.

 A década de 60 foi marcada pelo período da Guerra Fria e o tema foi corriqueiro nos quadrinhos. Nada mais justo que criar uma super espiã russa para compor o time de vilões do Homem de Ferro. Ela aparece para assassinar Anton Vanko, criador da armadura Dínamo Escarlate, que fugiu para os Estados Unidos com objetivo de se aliar a Tony Stark e ajudá-lo em suas pesquisas. Natasha é mandada junto com Boris Turgenov, que rouba o Dínamo Escarlate para destruir a fábrica de Stark enquanto ela seduz o bilionário-gênio-filantropo-playboy.

O interessante de ler esses quadrinhos mais antigos é perceber como o estilo de narrativa é bem diferente das histórias mais atuais. Temos um narrador explicando cada ação dos quadros. Não sei se é incômodo para alguns leitores, mas eu acho até bem divertido ver como a narrativa fluía nessa época. Sem contar as ilustrações, muito diferentes do que estamos acostumados a ver nos quadrinhos contemporâneos.

 Com o fim da Guerra Fria, outros tipos de histórias foram criadas para os super heróis da Marvel. E nada melhor que inserir a Viúva Negra no universo do Homem Aranha. Produzida por ninguém mais que nosso querido Stan Lee e ilustrada por John Romita Jr e Jim Mooney, nessa pequena história Natasha persegue o aracnídeo, tentando compreender seus poderes para, quem sabe, poder combiná-los aos seus. Afinal, fica bem evidente que a Viúva Negra é quase uma cópia do Homem-Aranha. Não só por seus nomes, mas por seus poderes que lembram aranhas. Natasha lança cordas que se assemelham à teia de Peter e também faz várias acrobacias. É aqui que ela começa a usar seu famoso uniforme preto bem semelhante ao que vemos hoje nos filmes e também suas pulseiras com os dardos da “Ferroada da Viúva”.  E a partir daqui teremos a Viúva Negra que será conhecida por muitos e servirá de modelo para a personagem vivida por Scarlett Johansson nas telonas.

 E chegamos finalmente à história solo completa desta edição, publicada em 2004. Roteirizada por Richard K. Morgan e ilutrações de Bill Sienkiewicz e Goran Parlov, temos um arco maduro, com muita ação e uma trama recheada de espionagem e conspirações internacionais que levarão Natasha a descobrir muito mais sobre o seu sombrio passado antes mesmo de se tornar uma super espiã. Pra quem gosta de histórias mais proximas da realidade, “Volta pra Casa” é uma ótima pedida. Aqui temos uma Viúva Negra com um ar mais sensual, violento e explosivo fazendo de tudo para chegar mais perto de desvendar os mistérios de sua própria vida. A arte é incrível, e as cenas de ação ainda mais.

 Comprei esta edição movido pela curiosidade e posso dizer que não me arrependi nem um pouco. E aliás, parabéns à Salvat pela parceria com a Panini, por nos trazer as incríveis histórias dos nossos super heróis favoritos. E não é só isso: a capa dura e o papel são de ótima qualidade. E no final temos um dossiê completo sobre a personagem contando todo o seu percurso nos quadrinhos até os dias atuais. Aprovado!

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Roberto

Fanático por Segunda Guerra Mundial, amante de cultura japonesa e viciado em café nas horas vagas.

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