Crítica: “Homem-Aranha – De volta ao Lar” mostra o nascimento de um vilão B.

Seguindo com o objetivo maléfico da Drop Hour de escrever reviews sobre 24 histórias da Coleção Salvat a nossa escolha, dessa vez é a hora de fazer a minha crítica sobre “Homem-Aranha: De volta ao Lar“, o primeiro título dessa coleção.  Agora talvez você esteja se perguntando “mas porque a review só saiu agora então? Simples: por falta de tempo. Acreditem: fazer um site geek, faculdade, sair e etc. consome muito tempo, e às vezes acabamos adiando nossas leituras. Toda a galera do site tá aproveitando as férias para colocar a casa em ordem, e consequentemente alguns textos atrasados devem ser publicados em breve!

“De volta ao lar” é a compilação das histórias 30 a 35 de Amazing Spider-Man. O roteiro fica por conta de Michael Straczynski – figurinha repetida no mundo dos Comics – e a arte é responsabilidade de John Romita Jr. – esse nem se fala. Publicado originalmente em 2001, esse arco conta a origem de Morlun, espécie de vilão B do Cabeça de Teia que, recentemente, ganhou destaque no Universo Marvel por causa da recente Spider-Verse.

A capa da publicação

O enredo não é exatamente um show de criatividade, mas apresenta algumas sacadas interessantes. Peter Parker vive um momento complicado da vida: separado de Mary Jane, Peter reflete intensamente sobre os rumos que sua vida tomou desde o colegial. Quando nosso herói decide visitar seu antigo colégio e descobre que a qualidade de ensino caiu drasticamente, ele decide que está na hora de mudar algumas coisas em sua própria vida, e decide virar professor. Enquanto isso, em sua vida Homem-Aranha, ele conhece Ezekiel, um velho com poderes bastante semelhantes aos seus, que lhe faz um aviso (não nessas palavras, claro): fica esperto que vai dar merda.

E dá merda sim, obvio. Caso contrário, não tínhamos história. O grande evento o qual Ezekiel alertava o nosso amigão da vizinhança é a chegada de Morlun à Nova York. Morlun é um vampiro que se alimenta de forças totêmicas, uma espécie de energia primordial contida em alguns indivíduos. Por um capricho do destino – e do roteirista – o Homem-Aranha é uma delas! A partir daí começa uma verdadeira caçada mortal de Morlun à Peter Parker, com direito à pancadaria intensa durante dezenas de páginas. É sério: você vai até se cansar de ver os personagens levando socos e chutes.

Como disse anteriormente, o enredo não é tão original assim, mas de maneira alguma torna-se enfadonho ou dispensável. A relação de Peter Parker com o antigo colégio rende bons diálogos e reflexões sobre educação, bullying, ética… Morlun cumpre bem seu papel de vilão badass, com poucas falas e muita marra. Algumas boas piadas encaixadas em momentos-chave nos lembram porque é tão divertido ler uma HQ do Homem-Aranha.

O ponto negativo, pra mim, é a arte de John Romita Jr. Nunca fui fã do seu trabalho: respeito a sua trajetória, mas não gosto do jeito que ele desenha os personagens. Apesar da história ser de 2001, durante a leitura fiquei com a sensação de estar com uma HQ da década de 80 em mãos.

“Homem-Aranha: de volta ao lar” é um bom encadernado do nosso herói aracnídeo. Como foi o primeiro da Coleção Salvat, é possível encontrá-lo em alguns sites com o preço promocional da época: R$ 9,90. Nada mal para um arco inteiro, em capa dura e papel maneiro, né? Se balance em sua teia até a livraria mais próxima e boa leitura!

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Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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