Top 5 melhores Zelda de todos os tempos

“As maiores lendas entre as lendas”

Esse é um daqueles textos que divide opiniões: alguns não gostam e outros odeiam. Definir os 5 melhores títulos de uma franquia de games com 30 anos de história, milhões de fãs e um nível de qualidade altíssimo é muito difícil, pois sempre algum jogo sai injustiçado. Mas nós aqui na Drop Hour gostamos de desafios e hoje me propus a fazer essa lista e receber a rage de vocês.

Sem mais delongas, vamos à lista dos 5 melhores Zelda de todos os tempos!

5. Zelda: Twilight Princess (Game Cube/Wii/Wii U)

Zelda: Twilight Princess

Luz e escuridão, o contraste que apenas a hora crepúsculo é capaz de revelar com tamanha beleza. 

Lançado originalmente em 2006, para Game Cube, “Twilight Princess” também já deu as caras no Wii e, mais recentemente, em uma versão remasterizada para Wii U. Twilight Princess tem como méritos a união de alguns atributos que infelizmente ainda não retornaram à franquia: um gráfico mais “realista”, bem medieval, uma paleta de cores mais sombria que de costume e um Link diferente, uma transformação – nesse caso, em lobo. TP também ficou conhecido e querido por seus duelos de espada e momentos inesquecíveis, como as justas nas pontes, a batalha com a bola de ferro, a tripla luta contra Ganondorf... A história do jogo também não deixa a desejar, oferecendo-nos uma trama que expande as fronteiras de Hyrule, nos apresentando o reino de Twilight, com seu rei conquistador (ou usurpador, como preferir) Zant, um dos vilões do game, e Midna, a princesa traída que torna-se sua sidekick. Se não fossem as side-quests sem inspiração e uma dezena de NPCs desinteressantes, esse jogo poderia estar até melhor colocado…

4 – Zelda: Majora’s Mask (Nintendo 64/3DS)

Zelda: Majora's Mask

Link encontrou um destino terrível mas nós, felizmente, encontramos um jogo maravilhoso

Majora’s Mask” se encontra naquela categoria de games que ou você ama ou você odeia. Na verdade, acho que no caso desse jogo os extremos são ainda mais declarados: metade dos zeldamaníacos venera e a outra metade tenta fingir que ele nunca existiu. Lançado menos de 1 ano após “Ocarina of Time”, o grande titã do Nintendo 64, “Majora’s Mask” aproveitou diversas skins e mecânicas do antecessor, mas mudou em quase todo o resto. Ganondorf? Não aparece aqui. Triforce? Nem é citada. Zelda? Só empresta o nome ao jogo e faz figuração em um flashback. “Majora’s Mask” fez sua boa fama em cima de três elementos que tornam o jogo um dos melhores da franquia. O primeiro é uma atmosfera sombria, representada não apenas pelas cores no game mas principalmente nos temas debatidos e eventos ocorridos na história. Morte, resignação, sofrimento… tudo isso aparece aqui, mais ou menos explícito. O segundo atributo que torna o game único é o sistema de tempo do jogo: você tem 72 horas (ou 72 minutos, na prática) para evitar que a lua caia em Termina e mate todos os habitantes. Em cada minuto do jogo ocorrem ações específicas e cabe ao jogador aprender quando encontrar tal personagem, chegar a tal região, etc. O terceiro elemento que tornou “Majora’s Mask” uma verdadeira lenda é, claro, o Skull Kid e sua problemática máscara. A máscara é, para muitos jogadores, a melhor vilã da franquia, por ser mais caótica, imprevisível e assustadora que Ganondorf, por exemplo.

3. Zelda: Skyward Sword (Wii)

Zelda: Skyward Sword

Ghirahim e Fi, figuras centrais em lados opostos da guerra, ainda que guardem tantas semelhanças…

O último grande título do popular Wii, “Skyward Sword” tinha uma missão nobre: revolucionar mecânicas da franquia ao contar o início da história. O que parecia uma proposta paradoxal mostrou-se um enorme sucesso. SS nos apresenta o início da lenda: a origem da Triforce, o primeiro Link, a primeira Zelda e até mesmo o antecessor de Ganondorf, Demise. Nesse jogo é explicado porque, por exemplo, essas três figuras “renascem” constantemente e acabam se enfrentando pelo controle de Hyrule. É também nesse título que vemos a Master Sword sendo forjada para extirpar o mal. SS introduziu uma nova dinâmica de exploração: ainda que seja um dos games mais lineares da franquia – o que acho ruim – introduziu mudanças nas Dungeons: templos mais curtos e com menos enrolação, deixando a maior parte da jogabilidade para a exploração das áreas aberta. O uso do Wii Motion Plus é bastante criativo dentro do jogo: desde os golpes precisos de espada, ao controle delicado da trajetória de itens como o Beetle, o jogo explora o melhor possível sua proposta de sentir os itens realmente na sua mão. Skyward Sword também tem o mérito de introduzir a roda de Stamina, que torna nosso herói mais rápido e também mais humano, além de oferecer a história com maior envolvimento emocional entre Link e Zelda dentro dos games da franquia.

2. Zelda: Ocarina of Time (Nintendo 64/3DS)

Zelda: Ocarina of Time

Correr pelo Hyrule Field com Epona, em busca de uma aventura…não há nada mais Zelda do que isso

O titã da franquia. O game que, na prática, iniciou tudo. Pois se você perguntar a 10 gamers que tenham pego a fase do Nintendo 64, ao menos 9 te dirão que jogaram Ocarina of Time – e provavelmente todos amaram. “Ocarina of Time” foi importante para o mundo dos games como um todo – por exemplo, a corrida à cavalo e a chamada “mira Z”, que acompanha o inimigo mesmo durante o movimento, nasceram aqui – e ainda mais para a própria franquia. É aqui que entendemos as virtudes da tríade Zelda (Sabedoria), Link (Coragem) e Ganondorf (Poder) e como a triforce acabou se dividindo para acompanhá-los. A jogabilidade alternada entre um Link criança, em uma Hyrule ainda pacífica apesar das investidas de Ganondorf, e Link adulto, imerso em um reino de caos e destruição resultado de 7 anos de reinado absoluto de Ganon, fez de Ocarina of Time uma espécie de 2 jogos em 1. Não posso me esquecer de exaltar o papel da música no game: a Ocarina não apenas serve para manipular o ambiente através de músicas brilhantemente compostas pelos produtores do game, mas ela pode até mesmo ser usada para tocar outras músicas quaisquer – basta saber as notas e ter a manha pra isso. “Ocarina of Time” é Zelda em sua essência: se você deseja dar um pontapé na franquia, esse é o game ideal.

1. Zelda: Breath of the Wild (Wii U/Switch)

Zelda: Breath of the Wild

Esse reino é Hyrule e tudo nele pode ser explorado por você, Link. Faça o seu próprio caminho. 

Durante 18 anos da minha vida eu pensei que nunca fosse tirar “Ocarina of Time” do topo dessa lista. Mas ai eis que chega “Breath of the Wild” com um conceito bem definido e aplicado: liberdade. E aí sou obrigado a rever os meus conceitos e, com todo o respeito do mundo, trocar a coroa de dono. BotW expande, torce e desafia os limites de Zelda. Os corações estão aqui, mas agora é preciso cozinhar e comer alimentos para obtê-los. Os Heart Containers também podem ser obtidos, mas antes precisamos encontrar e zerar as Shrines (mini-dungeons do game, 120 no total, a propósito). Zelda, Ganon, a Master Sword, todos esses elementos estão aqui também, mas com uma ou outra alteração. E o que poderia tornar-se um insulto à história de Zelda torna-se um presente ao jogador pela excelência com o que game foi desenvolvido nos mínimos detalhes. O mapa, enorme, desafiador e surpreendente, é um dos astros do jogo. O novo sistema de armas, que te permite desafiar os inimigos e Hyrule com espadas, lanças, martelos, machados, bumerangues e até tochas (porque não, não é mesmo?), torna obsoleto qualquer outra mecânica parecida que encontramos em games anteriores. A grande variedade de roupas, escudos, arcos, side-quests, tudo isso torna Breath of the Wild um jogo que tenta te passar uma única mensagem do início ao fim: seja livre para você fazer o que quiser. Quer zerar o game em meia hora, indo direto ao encontro de Ganon? Pode ir, mas boa sorte com isso. Prefere abrir o maior número possível de shrines mas sem zerar as dungeons principais? Você pode. Prefere simplesmente explorar o mapa e descobrir os segredos que cada topo de montanha te reserva? Então divirta-se!

É isso aí pessoal, esse foi mais um Top 5 polêmico aqui da Drop Hour. Será que você, fanático por The Legend of Zelda, concorda com a minha lista? (Acho difícil, nunca concordam). Se você acha que falei muita besteira, não esqueça de comentar como ficaria o seu ranking!

Facebook Comments

Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

2 comentários em “Top 5 melhores Zelda de todos os tempos

  • 18 de abril de 2017 em 21:35
    Permalink

    Muito boa a lista eu só retiraria o SS e botaria o Albw

    Resposta
    • 19 de abril de 2017 em 14:29
      Permalink

      O “a link between worlds” é o Zelda que eu queria conseguir gostar, mas não consigo. Os puzzles são excelebtes, tem algumas das melhores dungeons de toda a franquia, mas sei la… não me cativou. A lista acaba ficando muito pessoal e diferente de outros gamers por isso, as vezes tem jogos que você sabe que são bons mas simplesmente nãobte agradam.

      Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *