Top 7 games da história do Wii U

“Um videogame amado e respeitado pelos poucos jogadores que toparam tê-lo em suas casas”

O Nintendo Switch já está entre nós e não existe ninguém mais triste com isso do que o Wii U. O console tornou-se uma espécie de “New Game Cube”, colecionando ótimos jogos exclusivos, pouquíssimos títulos e números de venda praticamente inexpressivos. Mas se você é dono de um desses consoles ou tem a oportunidade de pegar por um preço camarada, nesse texto vou listar o que são, para mim, os melhores games lançados para o Wii U. E acredite em mim quando digo que todos eles não são apenas bons para a biblioteca desse videogame, mas poderiam figurar facilmente em um Top 10 dos outros consoles da geração.

Sem mais delongas, vamos à lista!

7 – The Legend of Zelda: Twilight Princess HD

Em time que está ganhando… a gente faz versão remake HD e ganha de goleada

É chato começar uma lista dos melhores games de um console com um título remake, mas devido à qualidade do game seria injusto não guardar um espaço para ele. “The Legend of Zelda: Twilight Princess” marca o momento no qual a franquia mostrou sua faceta mais sombria. Em uma Hyrule medieval e com os gráficos mais “realistas” da franquias, Link é obrigado a lutar contra as criaturas do reino de Twilight, que tomaram o poder. Em um mundo preso no eterno crepúsculo, no qual as pessoas tornam-se espíritos vagantes, Link assume a forma de um lobo e, junto com a misteriosa Midna, deve trazer Hyrule de volta à luz.

O título original, lançado ainda para o Game Cube, já era bom, mas o remake conseguiu melhorar a experiência do jogador. Os gráficos foram polidos, iluminados e detalhados, tornando Hyrule uma obra de arte. A jogabilidade com o gamepad do Wii U flui maravilhosamente, com todos os itens podendo ser acessados rapidamente pelo controle. Além disso, o jogo tem suporte a amiibo: os bonecos de Link e Toon Link recarregam suas flechas, Zelda e Sheik recuperam seus corações e o de Ganondorf dobra a dificuldade do jogo, corrigindo um dos maiores defeitos do título ao meu ver (era muito fácil zerar). Além disso, a versão de Wii U ainda contou com o lançamento de um amiibo especial: Wolf Link, que além de proporcionar um Quick Start do jogo ainda abre um desafio inédito, a Cave of Shadows. Em resumo: o que era bom ficou ainda melhor. Merece demais estar nessa lista.

6 – Pokkén Tournament

Sim, existe uma Pikachu wrestler nesse jogo… é a Pikachu Libre

É um jogo de luta (baseado no sistema de Tekkén) com Pokémon como lutadores. Fala sério, tinha como isso dar errado? Não, não tinha e o resultado foi excelente. Ainda que se possa argumentar que o roster ficou pequeno (ainda mais quando pensamos que hoje existem 8391849 mil pokémon), pode-se dizer que tem um personagem para o estilo de cada um. Temos lutadores close combat, alguns de média distância, outros tranques, até mesmo os ágeis e oportunistas. Até mesmo os monstrinhos escolhidos para a batalha, com raras exceções, contemplaram os favoritos dos fãs. Mewtwo está ali, Pikachu também, Charizard, Garchomp, Gardevoir… A minha vontade, assim que peguei o game, era jogar com todos.

A curva de dificuldade do jogo é algo que me surpreendeu positivamente. No início você só arrisca uns golpes simples ou pequenos combos, mas com o tempo você entra em sincronia com seu lutador e começa a arriscar umas sequências mais arrasadoras. A dificuldade da inteligência artificial deixa a desejar nos níveis mais baixos, tornando-se previsível e ingênua. Nos últimos níveis, porém, a coisa complica. Isso sem falar na terrível luta contra Shadow Mewtwo, um daqueles chefões de Arcade que te faz ter vontade de tacar o controle na tela de tanta raiva. O modo 1 player do game é divertido, ainda que o carro chefe seja mesmo o online. Além disso, o game ainda apresenta uma ampla variedade de customizações para o seu avatar, desde a roupa utilizada por ele até mesmo o seu grito de guerra.

5 – Yoshi’s Wooly World

Yoshis fofinhos em um mundo de lã tendo que tricotar a torto e a direito? Quero. 

Fazer uma lista de melhores jogos de um console Nintendista sem pelo menos 1 jogo plataforma seria quase uma blasfêmia, certo? É por isso que na quinta posição entra um jogo que, ao meu ver, encarna duas características que tornaram a Nintendo famosa: a criatividade e a exploração de um conceito que norteia o game. “Yoshi’s Wooly World” é uma aventura do nosso querido dinossaurinho verde na qual o conceito principal é a lã e o tricô. Yoshi pode lançar bolas de lã nos inimigos, pode destecer partes do cenário, ser arremessado por carretéis de linha… Esses e outros recursos de jogabilidade do game mostram o quanto a Nintendo é criativa ao explorar uma ideia. O jogo não para de te surpreender positivamente, promovendo horas de diversão e vários “owwwn”, porque é tudo muito fofinho aqui.

Também destaco como positivo o uso dos Amiibo no game. Compatível com quase todos os bonecos e cards já lançados, os Amiibo adicionam novas skins para os seus Yoshi. O jogo também é garantia de diversão durante muitas e muitas horas, pois os colecionáveis escondidos pelas fases garantem que a aventura continua durante muito tempo – não é fácil encontrar esses safados. Além disso tudo, o jogo oferece a possibilidade de jogar de maneira cooperativa com dois Yoshi no modo campanha, algo sempre bem-vindo nesse gênero. Pais e filhos, casais de namorados, irmãos e irmãs podem se divertir juntos explorando esse mundo de lã!

4 – Splatoon

Vejam esse trailer insano, ouçam essa trilha sonora… que jogo, amigos e amigas. 

Gangues de crianças-lulas se enfrentam com armas que disparam tintas com um único objetivo: pintar a área com suas próprias cores. Um jogo de tiro com essa premissa e ambientação fez muitas pessoas levantarem as sobrancelhas, desconfiadas, mas não é que a coisa deu certo? Splatoon é um jogo divertido no qual até mesmo o jogador com a pior mira do mundo pode se tornar o vencedor, pois ainda que seja divertido “matar” os inimigos, o que garante a vitória é pintar, e isso qualquer pessoa pode fazer. É claro que a coisa esquenta nos modos rankeados, então é necessário adquirir experiência com cada conjunto de armas para garantir a maior eficiência possível na hora de espalhar sua tinta.

Splatoon fez boa parte de sua fama (positiva) não apenas pela jogabilidade, mas pelas possibilidades de customização. Os já simpáticos Inkings podem ter seus chapéus, roupas e sapatos trocados em centenas de combinações possíveis que contemplam diversos estios. É possível jogar com um (ou uma) Inkling fantasiado(a) de militar, skatista, motoqueiro(a), jogador(a) de futebol, etc. O modo história é curto e divertido, valendo a pena ser zerado naqueles momentos em que a internet está ruim demais para se jogar online. Com certeza Splatoon foi o shooter mais inovador dos últimos anos e promete retornar com tudo no Switch.

3 – Mario Kart 8

Mario Kart 8 traz muitas novidades mas os velhos desafios: vencer a corrida e não terminar amizades nesse processo. 

Mario Kart dispensa apresentações sobre suas mecânicas, então vou pular para o que o game oferece de novo para a franquia. Alguns itens foram adicionados: como o bumerangue que bate e rouba itens, a Pete Piranha que te acelera e castiga os oponentes e a Corneta que bloqueia golpes adversários, até mesmo o temido casco azul. Um novo modo de jogo foi acrescentado: a velocidade 200 cc não apenas torna o jogo mais caótico (porque frequentemente te joga para fora da pista) mas também acaba abrindo novos atalhados e estratégias dentro dos circuitos. Além disso, Mario Kart 8 adicionou novos personagens ao roster, incluindo Link, Villager e Isabelle (esses últimos e Animal Crossing), esses via DLC. O conteúdo adicional também contempla a franquia F-Zero, acrescentado a famosa Blue Falcon aos veículos possíveis de serem utilizados e pistas alusivas à franquia, como a Mute City e Big Blue. O que mais posso dizer? Pega logo o volante e vai jogar!

2 – Super Smash Bros Wii U

É o maior Smash Bros de todos os tempos, com personagens e modos de jogo que agradam a todos.  

A obra prima do Wii U. O jogo que até hoje me chama para perder horas com ele. O game que juntou a fórmula clássica de Smash Bros – pancadaria interrupta e caótica – com um roster já extenso sem DLCs, mas que com os conteúdos adicionais torna-se a grande estrela do título. São tantos os personagens interessantes para se jogar que toda vez que pego no controle fico até na dúvida de por onde começar. Link, Ganondorf, Zelda, Captain Falcon, Robin, Lucina, Ike, Corrin, Sonic, Mewtwo, Greninja, Charizard, Little Mac… Citei apenas alguns daqueles com quem jogo e a partir dessa breve lista já dá para ver quantas franquias foram contempladas e bem representadas. Quase todos os lutadores tem seu move-set pensados de acordo com a história e habilidades do personagem, tornando a jogabilidade mais divertida e fiel às franquias.

Smash Bros para Wii U apresenta tantos modos de jogo além da pancadaria clássica que é quase impossível ficar entediado com o game. Existem desafios especiais a serem realizados com certos personagens e em certas condições (tipo derrotar Dark Link usando o Link em um certo limite de tempo), um modo chamado “Smash Tour” no qual o game torna-se um grande tabuleiro no qual os jogadores tem que vencer as lutas geradas e colecionar personagens, o clássico modo 1 player que termina na luta contra a Master Hand… e todos esses modos oferecem como recompensas novos itens para customizar golpes dos personagens, acessórios que alteram sua ficha (status de defesa, ataque e velocidade, por exemplo), troféus com informações sobre os personagens e franquias da Nintendo, além dos achievement do próprio game, sempre recompensadores ao serem completados. Smash Bros para Wii U é eterno, gigantesco e uma excelente forma de passar o seu tempo dosando diversão e dificuldade na medida certa.

1 – The Legend of Zelda: Breath of the Wild

A obra prima de Zelda. Possivelmente o melhor game de sua geração. “Zelda: Breath of the Wild” chegou ao Wii U como último grande do console e simplesmente tornou-se o maior deles. Novamente a Nintendo trabalha um conceito de maneira criativa e encantadora: aqui, a ideia central é a liberdade. Nunca antes em um game sentimos tão forte essa ideia de que somos livres em um jogo para fazer o que quisermos. O enorme mapa de “Breath of the Wild” pode ser explorado a qualquer momento e em qualquer direção. As dungeons do jogo, tradicional elemento da franquia, podem ser zeradas em qualquer ordem ou simplesmente não serem zeradas! Ganon, chefão final, pode ser enfrentado a qualquer momento! Basta você ter habilidade suficiente para derrotá-lo.

A Nintendo conseguiu, com esse jogo, aprimorar a fórmula de Zelda. Ao mudar o sistema de armas e dar a opção de Link carregar não apenas a Master Sword, mas uma série de lanças, espadas, machados, clavas, escudos, etc., “Breath of the Wild” deu mais opções de estilo de luta ao jogador. Ao fazer com que o jogador tenha de cozinhar e comer alimentos para recuperar vitalidade, o game introduziu uma mecânica nova que dificilmente sairá da franquia. O uso dos Amiibo nesse título é o melhor da história da empresa até agora. Amiibo comum (Mario, Yoshi, Pikachu, etc) dão itens comuns, como ervas e frutas. Amiibo da franquia, como Link, Zelda, Ganondorf, dão itens exclusivos da história de Zelda, como as roupas de Ocarina of Time, o arco que dispara flechas da luz de Twilight Princess, a espada de Fierce Deity Link, etc. O amiibo de Wolf Link é o mais legal: ele chama o lobo de TP para acompanhá-lo na aventura!

E é válido lembrar que nossas aventuras em Hyrule estão longe de terminar! São dois DLCs já anunciados para o jogo e que trarão novos elementos e desafios. Hard Mode, novos equipamentos exclusivos (Majora’s Mask? Sim, poderemos usá-la!), até mesmo uma nova dungeon e uma nova história. Tudo isso nos aguarda nesses conteúdos exclusivos.

Esse foi o meu Top 7 de melhores jogos do Wii U. As cortinas já se fecharam para o nosso amigo mas não vamos permitir que ele se despeça antes que possa nos oferecer tantas e tantas horas de diversão, principalmente através desses excelentes jogos.

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Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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