Top 5 – Cartas que mais influenciaram o standard no Magic

Fala pessoal, estamos aqui para mais um top 5 de Magic The Gathering. No top de hoje, vamos falar das cinco cartas que mais impactaram o formato standard (o famoso T2) do Magic em sua época. Vale ressaltar que vou focar em formatos que tive contato, por isso, não falarei de algumas edições mais antigas porque não joguei/acompanhei. Bom, sem mais enrolação, vamos para a lista!

1) Os cinco terrenos artefatos de Mirrodin

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Sim, já começamos o top roubando com 5 cartas em uma única posição. Cinco terrenos que possibilitaram o surgimento de um deck que dominou o meta na época da primeira Mirrodin, o Affinity. O deck com foco em artefatos e cartas com afinidade a artefatos (habilidade que reduz o custo para cada artefato em jogo), era tão forte que ou você jogava com esse baralho, ou então você escolhia algum outro deck que tinha alguma mecânica voltada para derrotá-lo, ou seja, era o affinity contra todos.

Muita gente considera o Arcbound Ravage e Disciple of the Vault muito mais relevantes (e roubados), tanto que também foram banidos na época. Mas acredito que o deck não seria o mesmo sem os terrenos, por isso fica o mérito para as lands aqui.

2) Florescência Amarga/ Bitterblossom

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Em um formato onde o deck de fada controle tinha o domínio, bitterblossom era a estrela. Com um efeito, aparentemente, bobo, esse encantamento colocava uma ficha de fada 1/1 todo início de turno por 1 ponto de vida.

Ok, uma ficha por turno, o que isso ajuda num deck de controle? Pois bem, a mecânica do deck era focado em efeitos que as fadas faziam ao entrar em jogo e, em alguns casos, você precisava de um número determinado de criaturas desse tipo em campo. Assim, Bitterblossom não só te dava criaturas todo turno, como ajudava nas habilidades das suas fadas. Você tinha criaturas que serviam como mágica que infernizavam a vida do seu oponente.

Além disso, conforme o tempo passava e o numero de fadas ia aumentando, a situação do oponente só piorava, pois a chance de encaixar uma remoção global diminuía.

Junte com Cryptic Command e Ancestral Vision, que garantiam que o baralho não perde-se força ao longo do jogo, e Bitterblossom virava a argamassa que fazia o deck ser muito sólido e eficaz.

3) Jace, The Mind Scuptor/ Jace, o Escultor de Mentes

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A segunda versão do Planeswalker Jace já veio com a novidade de ser a primeira carta desse tipo com 4 habilidades, mas, embora tivesse boas habilidades, seu potencial não foi reconhecido logo de cara. No entanto, os pró-players logo viram as vantagens de ter uma carta que fornecia um brainstorm, controle do topo do deck do oponente e ainda lidava com as criaturas no campo de batalha. O Escultor de Mentes, como já falamos, tinha boas habilidades e com um bom custo e, por isso, logo passou a ser visto nas listas de controle nos grandes campeonatos.

O destaque dessa carta foi tanto que logo começou a aparecer em outros formatos do jogo como Legacy. Jace, o Escultor de Mentes, encontrou seu apogeu no meta standard com o lançamento de Cicatrizes de Mirrodin. Ao lado de Stoneforge Mystic, menosprezado desde o seu lançamento por conta da pouca variedade de bons equipamentos, formaram o Caw Blade. Um deck de controle que dominou o ambiente utilizando apenas 9 criaturas e poucas anulações. Antes do banimento da dupla Stoneforge e Jace, The mind scuptor, mais de 50% do metagame era composto por variações de Caw Blade.

4) Tarmogoyf

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Lançado na edição Visão do Futuro, Tarmogoyf é mais um exemplo de card que foi aumentando seu impacto em todo o jogo conforme o tempo passava. Assim que foi lançado, não se sábia se Planeswalker e Tribal realmente viriam a ser um tipo de card ou seria apenas uma pegadinha da Wizards. Mas, pra felicidade do Lhurgoyf e infelicidade do bolso dos jogadores, eles esses tipos de cartas se tornaram reais.

A grande força dessa criatura veio pela facilidade e versatilidade. Com um criatura de custo 2, você consegue ter em mesa, de maneira rápida, um 4/5. Isso acontecia pela facilidade que os jogadores encontraram em jogar vários tipos de carta no cimitério ao longo da partida buffando o Tarmogoyf. Por ser uma criatura tão forte e capaz de combinar com quase qualquer arquétipo, diversos decks desde o aggro até o control passaram a utilizar essa carta. Assim como Jace, The mind scuptor, o Goyf passou a ser usado não só no T2, mas em todos os formatos do Magic, o que fez seu preço desparar.

5) Primeval Titan/ Titã Primordial

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No magic, a cor verde sempre teve uma relação com aceleração de mana/busca de terreno. Assim, os chamados ramps são comuns em decks que utilizam essa cor.

No entanto, titã primordial vai um pouco além desse conceito. Com um corpo bom para uma criatura e uma habilidade que permitia buscar qualquer tipo de terreno (básico ou não) e não dependia do ataque dele acertar. Ou seja, o oponente bloqueando ou não você buscava por dois terrenos. Assim, sua utilização ficou popular nos mais variados decks do formato como o RG midrange, Wolf’s Run e no Valakut que, com a habilidade do titã, podia matar o oponente em poucos turnos. Assim, graças ao titã primordial, decks mais agressivos e com criaturas de alto custo ficavam viáveis graças ao seu alto potencial de ramp e filtragem de deck.

É isso galera, esses foram as 5 (na verdade 9 rs) cartas que consideramos mais impactantes no T2 em suas respectivas épocas. E você, concorda com a lista? Acha que tá faltando algo? Deixa aí nos comentários!

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