Rewind: The Revenge of the Shinobi

“Um dos melhores jogos do Mega Drive”

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Esse texto marca a estreia da coluna “Rewind”, espaço dedicado à nostalgia, no qual lembraremos grandes marcos do universo geek. A honra de iniciar os trabalhos recaiu sobre um dos meus jogos preferidos durante a infância: o “The Revenge of the Shinobi”.

O segundo jogo da saga Shinobi foi desenvolvido pela SEGA e lançado em 1989 para o Sega Genesis (aqui conhecido como Mega Drive). O game conta a história de Joe Musashi, um ninja que busca resgatar sua amada das mãos de um clã inimigo, organização também responsável pela morte de seu mestre. Embora o plot seja um grande clichê, ele é só uma ferramenta para fazer com que você enfrente o numero mais variados de inimigos possíveis.

The Revenge of Shinobi era um jogo do tipo hack and slash, mas também pode ser classificado com um jogo de plataforma do tipo side-scrolling (como Sonic e Mario, por exemplo). A jogabilidade era bem simples: um botão era para pular – com opção para salto duplo – outro era pra soltar shurikens – que se usado junto com o salto duplo também soltava um numero maior de kunais ao mesmo tempo – e um terceiro para utilizar um Ninjitsu.

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Ninjutsu night na boate

Eram, ao todo, somente quatro ninjitsu: Ikazuchi, que fazia com que um raio envolvesse o ninja e o protegesse de golpes; Karyu, colunas de fogo em forma de dragão que causavam dano ao inimigo; Fushin, responsável por aumentar habilidade dos pulos; e Mujin, um jitsu de suicídio, no qual você explodia, causava dano, perdia uma vida, porém voltava do mesmo lugar e com a vida completa.  Então quer dizer que o jogo era sobre um ninja que usava magias? Sim! E pra mim, ainda criança, isso era o máximo.

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Charmander, lança-chamas!

Um dos pontos pelos quais esse jogo me marcou foi que aqui eu aprendi o primeiro truque, sozinho e sem ajuda, no qual por meio de uma pequena combinação de movimentos era possível fazer com que o número de shurikens se tornasse infinito. O jogo também possuía Power-ups, responsáveis por transformar suas simples kunais em shurikens flamejantes, e varias caixas bônus escondidas pelas fases. A cada caixa descoberta sozinho, maior era o meu orgulho e a vontade de jogar novamente.

Uma coisa curiosa é que na época a Sega não estava muito preocupada com copyright, então vários vilões eram baseados em ícones pop da época como Batman, Rambo, Homem-Aranha e até o Godzilla. Claro que isso deu merda depois e ela teve que lançar novas versões dos jogos modificando esses chefões. Mas ainda é possível encontrar na internet essas versões iniciais.

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Como não gostar de um jogo em que os chefes são personagens como  Homem-Aranha, Batman e o Godzilla?!

E para completar, depois de você passar por todas as fases, se estressando por pulos que erraram por milímetros, ataques que te atingiram de bobeira e chefões que necessitavam muitas vezes um timing perfeito, você chegava ao quartel general do inimigo, já nos últimos estágios. Depois de ter de encarar um labirinto com portas que te transferiam para áreas diferentes (e quando você errava uma delas ou passava sem querer na frente de uma, tinha que voltar tudo novamente), finalmente tinha que batalhar com o Final Boss, o Líder do Clã inimigo. Detalhe: enquanto você lutava contra ele, sua amada estava atrás de uma prisão onde lentamente um pilar de pedra descia em direção a ela.

Esse chefão, muito criticado por revistas de games na época por ser muito difícil, foi algo que me esquentou bastante a cabeça para conseguir derrota-lo. Além de ter um limite máximo de tempo para vencê-lo, era preciso acertar um grande número de golpes, o que fazia com que fosse praticamente impossível matá-lo se você não tivesse o power-up das shurikens.

Após aquela batalha árdua em que você às duras penas se sagra vencedor, seu personagem finalmente salva sua noiva e o jogo termina em uma bonita tela na qual o casal observa o pôr do sol.

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Finalmente pôr do sol!

Para não deixar de comentar: a trilha sonora desse jogo é muito boa, o que ajuda a transmitir a emoção durante os estágios e aumentar a adrenalina nas lutas contra os chefes de fase. Este ponto é só a cereja do bolo desse jogo que é considerado um dos melhores da história do Mega Drive.

Esse foi o primeiro artigo dessa coluna “Rewind”. Se vocês tiverem sugestão de algum assunto, como por exemplo aquele jogo antigo que você guarda no seu coração ou aquele desenho que te marcou quando criança, fique à vontade para compartilhá-lo conosco! Quem sabe nós não falaremos com mais detalhes sobre ele?

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Rafael

Futuro Mestre Engenheiro, jogador de Lolzinho nas horas vagas, profundo conhecedor de cultura inútil e o portador da alcunha de “mais hipster dos mainstreams”

Um comentário em “Rewind: The Revenge of the Shinobi

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