Rewind: “Zelda: Ocarina of Time”, o rei do Nintendo 64.

Dizem que recordar é viver. Apesar de preferir viver no presente do que me perder em pretéritos perfeitos – ou imperfeitos – não consigo deixar de olhar com carinho para alguns elementos do mundo geek que marcaram minha infância e influenciaram de maneira decisiva na formação do sujeito que sou hoje. Nesse texto terei o imenso prazer – e também o desafio – de falar um pouco sobre o que “The Legend of Zelda: Ocarina of Time” representa para mim e para muitos indivíduos pertencentes a esse universo nerd.

A lendária capa do game

Pensei em começar a minha argumentação listando títulos, conquistas, números impressionantes que comprovassem a popularidade desse game pelo mundo. Mas estatísticas são ótimas ferramentas para criar um eloquente silêncio, ou seja: dissertam de maneira convincente mas raramente dizem alguma coisa pertinente. Então preferi mudar de estratégia: que tal abordar a influência qualitativa de OoT em nossas vidas?

A liberdade que Epona nos oferece é tanta que por diversas vezes eu esquecia de cumprir meus objetivos e só ficava passeando com ela…

Faça o seguinte teste com seu grupo de amigos geeks. Quantos deles já ouviram falar de Ocarina of Time? Quantos deles até jogaram e zeraram efetivamente esse game? Quais deles se lembram do enredo principal desse título? Quantos admitem não gostar da franquia The Legend of Zelda, mas concordam que este é um marco da indústria de jogos?

Aposto que a maioria respondeu positivamente a essas perguntas. E tal contato em larga escala com Ocarina of Time não se deu – e se dá até hoje, na verdade – por acaso: o game é épico em todos os sentidos. Link, Ganondorf e Zelda são a tríade de personagens centrais da historia e cada um deles jamais deixará seu coração após esse game. O enredo, taxado por muitos de fantasioso ou infantil, nos toca e envolve, convidando o jogador a tornar-se parte daquele mundo. Hyrule é um reino grandioso, habitado por diversas raças diferentes, com localidades tão distintas entre si que nos sentimos explorando um verdadeiro universo paralelo – e convincente.

A jogabilidade é outro ponto positivo do game. Na verdade, ela é mais que uma virtude: é um diferencial. OoT foi o primeiro jogo a introduzir a dinâmica da “Mira Z”, mira que acompanha o inimigo enquanto você se move; também foi pioneiro ao permitir ao jogador andar a cavalo; o instrumento musical do jogo, a própria Ocarina of Time, servia tanto para ativar magias específicas quanto para tocar músicas reais – quem nunca viu o vídeo do sujeito tocando a música tema de Titanic, veja agora!

O jogo foi tão marcante para essa geração, que teve a oportunidade de jogá-lo em 1998, que futuramente outras gerações futuras tiveram o privilégio de desfrutá-lo. Isso porque OoT foi relançado para Game Cube em uma versão “Master Quest”, que aumentava a dificuldade do jogo. Depois o game original figurou entre os principais títulos do Virtual Console do Wii, e mais recentemente recebeu um remake especial para 3DS. “Ocarina of Time 3D” oferece aos jogadores uma experiência de jogo mais refinada do que a de 64, com gráficos remasterizados e a opção de desfrutar dessa maravilha em 3D, claro.

   O famigerado Water Temple…

Histórico. Fantástico. Épico. Muitos são os adjetivos usados para descrever Ocarina of Time, mas provavelmente nenhum deles será capaz de transmitir corretamente o que esse jogo significou para o mundo geek. Poucos são os clássicos que sobrevivem 16 anos após seu lançamento; menos ainda são aqueles que se reinventam e agradam novas gerações. The Legend of Zelda: Ocarina of Time recebeu milhares de notas 10 por parte de críticos especializados na ocasião do seu lançamento. Já a Drop Hour oferece algo mais importante que uma nota: um agradecimento. Obrigado por ter feito nossa infância – e nossa vida, de maneira geral – mais especial.

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