Rewind: GTA – San Andreas, o rei do Playstation 2.

Existe uma expressão muito usada nos Estados Unidos chamada larger-than-life. Ela significa que algo ou alguém é tão magnífico, forte, memorável que transcende a sua própria existência. No Rewind de hoje eu venho falar de um jogo que em outubro de 2014 completou 10 anos de seu lançamento e que nessa década marcou a vida de muitos gamers: “GTA San Andreas”.

Se você nunca jogou GTA: San Andreas, nos faça um favor: pare de ler o texto agora, instala um emulador de PS2 no computador, compra na PSN, sei lá faça o que quiser, mas JOGUE! Esse título é obrigatório para qualquer um que se diga fã de vídeo-games. E digo isso por diversos motivos: gameplay, história, trilha sonora…Vamos entender porque considero este um dos melhores games de todos os tempos.

Uma das box art mais famosas da história dos games.

Um mundo de opções do que fazer em San Andreas.

Talvez você esteja pensando “óbvio que era a jogabilidade que tornava esse jogo tão espetacular”. E você tem razão. San Andreas era um open world com diversos elementos de RPG. Praticamente tudo em CJ, o seu personagem, era personalizável. Desde o seu tipo físico até suas roupas e cabelo – quem não lembra de entrar no salão careca e sair com um black power? – o jogador nunca se cansava do protagonista. Além dessa capacidade de customização, era impressionante a quantidade de missões que podem ser realizadas em San Andreas. Havia a Main Quest, side-quests de personagens coadjuvantes, além de outras missões especiais, como a de bombeiro ou paramédico por exemplo. Também havia também colecionáveis, como ferraduras e ostras. A maioria dessas missões contava para a saga de completar 100% do game.

Pichar o nome da família por cima da pichação de outras gangues era uma divertida missão extra.

A história inesquecível.

Mas gostaria de destacar o que para mim é uma das maiores qualidades de GTA: San Andreas: a história. Carl Johnson (ou “CJ”) fica sabendo através de seu irmão, “Sweet”, sobre a morte de sua mãe. Ele decide retornar a Los Santos, sua cidade natal (local baseado em Los Angeles). Quando ele chega na Grove Street, sua antiga área, percebe que muita coisa mudou. A sua gangue, a Grove Street Families tem perdido terreno para outros grupos e as drogas tem chegado com cada vez mais força à sua rua. Para piorar, dois policiais, entre eles Tenpenny, o vilão do jogo – brilhantemente dublado por Samuel L. Jackson – está chantageando CJ, ameaçando incriminá-lo pela morte de um oficial.

Começava aí uma aventura na qual C.J. teria de começar sozinho uma guerra entre gangues, seria traído por velhos amigos, viajaria por outras cidades, roubaria um cassino, enfrentaria motins… E claro, se vingaria daqueles que ferraram com a sua vida. Conheço muitas pessoas que jogavam San Andreas apenas para roubar carros, usar cheats para pilotar jatos, etc. Sinceramente considero esse um dos maiores desperdícios da história dos jogos. NÃO DEIXE DE JOGAR A QUEST PRINCIPAL!

Eu quase consigo ouvir esse cara falando “CARL JOHNSON, MY MAN!”

A bela trilha sonora do game.

Um último destaque especial: a trilha sonora desse jogo é fantástica. Rock, Rap, Country, Pop…temos todos os gêneros, espalhados por diversas rádios, que podem ser ouvidas toda vez que estamos em um veículo. Todas as rádios tem locutores únicos que conversam entre si, e muitos desses diálogos são realmente interessantes ou simplesmente hilários. As músicas escolhidas são tão bacanas que por vezes eu simplesmente pegava a estrada com CJ sem nenhum destino específico, apenas para poder ficar ouvindo as rádios. Na época de lançamento do game houve também a comercialização da Soundtrack oficial em CD, mas infelizmente não consegui comprar.

“Free Bird” – Lynyrd Skynyrd, cortesia da rádio K-DST

GTA: San Andreas faz parte de nossas vidas, muito graças a sua capacidade de nos oferecer um universo próprio, rico em jogabilidade e brilhante em seu roteiro. C.J. é até hoje, para mim, um dos melhores protagonistas da história dos games. A última missão do game é simplesmente inesquecível. E por mais que 10 anos já tenham se passado desde o seu lançamento, San Andreas continua até hoje no meu Top 5 de jogos preferidos, e duvido que alguém roube o seu lugar um dia.

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Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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