Review: Splinter Cell: Blacklist

“Um dos melhores jogos underrated de 2013″

2013 foi um ano de grandes lançamentos para o mundo dos games. No último semestre era comum encontrarmos jogadores arrancando os cabelos, desesperados se perguntando como iriam arranjar dinheiro para comprar tantos bons jogos, como Pokémon X/Y, GTA V, Battlefield, etc… “Splinter Cell: Blacklist” foi lançado no meio desse bolo de grandes títulos, e talvez por isso tenha se destacado tão pouco mesmo sendo excelente.

“Splinter Cell” é uma franquia baseada na obra do falecido escritor Tom Clancy, e seus games são produzidos pela Ubisoft. O roteiro de todos os games é interessante e lida com complicadas questões políticas internacionais. “Blacklist” não é exceção: a história começa quando um grupo terrorista anuncia uma lista de ataques ao território dos Estados Unidos. Apesar de não ser exatamente um plot inovador, é interessante ver como diversas questões éticas e polícias são levantadas de acordo com o andamento da história: quais barreiras diplomáticas você tem de quebrar e quais não pode ultrapassar; quais pequenos atos cometidos por seu personagem podem resultar em uma nova guerra mundial? É melhor manter um prisioneiro importante ou soltá-lo para ver quem irá procurá-lo?

A franquia se notabilizou por sua pegada de espionagem e o carro-forte é o Stealh: a invasão de bases militares sem ser detectado, destruição de sistemas de segurança, etc. “Blacklist” mantém todos esses elementos mas acrescenta a opção “pé na porta”, como gosto de chamar. Praticamente todas as fases podem ser zeradas em três modos: Fantasma, Pantera e Assalto. Um jogador mais ligado às raízes da franquia pode preferir ser um fantasma: invisível e silencioso. Já o Pantera é mais a cara daquele que não quer ser visto e acha que matar todos os inimigos é o modo mais fácil de garantir isso. Já o Assalto é aquele pé na porta do qual eu falava: fuzil e explosivos de todos os tipos costumam resolver o problema, não é? Então vamos usá-los.

modos

Escolha seu estilo de jogo – ou jogue cada missão três vezes para fazer todos eles

Com relação aos modos de jogo, dois se destacam na minha opinião. O story mode é o mais bacana, com cinemáticas bem feitas e alguns bons plot-twists. Nele você joga novamente com Sam Fischer, o espião de meia-idade, agora chefe da Fourth Echelon, unidade anti-terrorista com carta branca da presidência estadunidense. O outro é o cooperative, com mais de 15 fases criadas especificamente para esse modo, além das opções de co-op local, online e até de jogar essas fases no single-player! Já o modo online, o Spies vs Mercs, é um tanto chato e desnecessário. Se quero jogar um FPS online, prefiro investir num Call of Duty ou Battlefield.

co-op

Co-op é só assim: fatiou, passou!

“Splinter Cell: Blacklist” é mais um bom jogo da Ubisoft e carrega o DNA da empresa. Ele é 100% em português, o que é ótimo para legendas e menus e nem tanto para a dublagem das personagens – mas já ouvi piores, com certeza. Outro ponto positivo é o preço: hoje já é possível encontrá-lo por 80 reais com facilidade, o que considero um preço mais do que justo. Não deixe de conferir esse jogo que passou bem abaixo do radar de muitos gamers, mas que está muito acima da média de qualidade do que costumamos encontrar no mercado.

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Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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