Review: Skyrim – Legendary Edition

“Como DLCs devem ser feitos”.

Há alguns dias atrás estava conversando com nossos queridos amigos colunistas quando Mizumoto mencionou que Skyrim estava em promoção na steam. Ele me perguntou se valia a pena comprar mesmo após anos de seu lançamento e respondi de cara: Sim. Até aí, nenhuma dúvida. Mas aí veio outro questionamento, esse mais interessante: vale a pena pagar mais e comprar a Legendary Edition?

legendary edition

A bonita capa da Legendary Edition

“The Elder Scrolls V: Skyrim”, jogo que já ganhou mais de 200 prêmios de Game of the Year, foi produzido pela Bethesda e lançado em 2011. O game pode ser adquirido em sua “versão Lendária”, cuja diferença para a “comum” é o fato de possuir todas as atualizações mais recentes e todos os DLCs oficiais. E são justamente estes add-on que garantem que o dinheiro investido foi muito bem gasto.

O primeiro DLC para Skyrim, Dawnguard, foi lançado em 2012, e gira em torno de uma antiga profecia dos Elder Scrolls, na qual é prevista uma possível ofuscação eterna do Sol, acontecimento o qual o clã de vampiros Volkihar tem muito interesse que ocorra. Para evitar que este evento se confirme, entra em ação novamente a antiga tropa de caçadores de vampiros, a Dawnguard. Ou seja: assim como no jogo principal, no qual você deve escolher entre Stormcloaks ou o Império, você aqui também tem que escolher uma das facções para se afiliar.

E Dawnguard traz uma nova saga principal com 12 quests, além de mais outra dezena de quests secundarias. o DLC também traz mais de 80 NPCs novos e mais de 20 lugares diferentes, inclusive uma dimensão inteira de um príncipe Daedra. Além do plot da saga principal ser bem interessante, podemos agora nos transformarmos em um Vampire Lord (se escolher os vampiros) ou utilizar novas armas e magias, como a clássica besta (se escolher a Dawnguard).  Além do fato de acrescentar novas skillstree só para lobisomens e vampiros. Ou seja: coisa pra cacete.

crossbowSó falta achar agora Tywin Lannister

O segundo DLC, Hearthfire, é focado para aquelas pessoas que curtem o role-playing que Skyrim pode fornecer. Aqueles que reclamavam que se casar em Skyrim não servia para quase nada agora podem comprar seus terrenos, construir sua própria casa de família, ter animais de estimação e até adotar crianças. Embora não acrescente nada de novo em combate, esse plug-in é uma boa para distrair um pouco da seqüência de quests e aventura.

O terceiro e último DLC (e para mim o melhor deles), Dragonborn se passa na ilha de Solstheim e envolve o retorno de um misterioso ex-DragonPriest chamado Miraak. Ele, assim como o personagem principal, também é um Dragonborn (e por isso tem o poder de absorver as almas de dragões), além de supostamente ser o primeiro deles.

Assim como Dawnguard, esse DLC traz uma nova saga principal e mais side-quests, além de mais uma dimensão de um príncipe Daedra. É o primeiro add-on que leva você para fora do continente de Skyrim, com um mapa totalmente novo. Mas as novidades mais interessantes são os novos Shouts, novas magias e, principalmente, a habilidade de domar e voar em dragões.

dragonbornVamos fazer uma visitinha a essa tal de Mãe dos Dragões.

E por todos esses motivos as expansões aumentam ainda mais as suas possibilidades de jogo, que já eram grandes Se você já achava que podia retornar a sua vida social depois de ter feito tudo em Skyrim, pode cancelar seus planos. Esses add-on vieram para melhorar um jogo que já era ótimo, e ao contrário de muitos outros DLCs, eles  trazem conteúdos realmente inéditos e interessantes, o que deveria ser um parâmetro para todos. Então, respondendo a pergunta inicial: sim, vale a pena comprar “The Elder Scrolls V: Skyrim Legendary Edition”.

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Rafael

Futuro Mestre Engenheiro, jogador de Lolzinho nas horas vagas, profundo conhecedor de cultura inútil e o portador da alcunha de "mais hipster dos mainstreams"

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