Review: “GoT: The Game – Ep.3 “The Sword in the Darkness”

Hoje é dia de fazer a review do terceiro episódio do épico jogo de Game of Thrones, produzido pela novata e competente Telltale Games. Intitulado “The Sword in the Darkness”, o episódio avança a história mais do que o episódio anterior o fez, apresenta ótimas referências à 4ª temporada do seriado de TV e faz a família Forrester (e o jogador) sofrerem um pouco mais.

telltale-game-of-thrones-episode-3-wallpaper-640x360Ih gente, olha só, o Dracarys preto…

Recapitulando onde tínhamos parado no episódio 2: Rodrik voltou à Ironrath e assumiu o posto de Lorde. Mas uma brigada de soldados Whitehill se instalou dentro das muralhas de seu castelo, tornando o clima tenso e instável; Asher descobriu, através de seu tio Malcolm, que sua família corria perigo, e por isso deveria voltar a Westeror – e de preferência com um exército ao seu comando; Mira fez um acordo comercial com Tyrion, o até então Mestre da Moeda, para vender Ironwood para a Coroa, e logo depois sofreu uma tentativa de assassinato; Gared conheceu seus novos irmãos, os membros da Patrulha da Noite, entre eles o fan favorite Jon Snow.

game_of_thrones_episode_3-3-600x337Best Friends Forever

Nesse episódio três, algumas histórias avançam de maneira mais significativa que outras. Asher parece sofrer do mesmo mal que assola Daenerys: a incrível capacidade de protagonizar momentos inesquecíveis em conjunto com a total inabilidade de avançar em seu objetivo de voltar a Westeros. Mira fica em maus lençóis com Margaery quando essa descobre seu acordo com Tyrion, e fica numa situação pior ainda após o casamento de um certo rei…Rodrik – ou Rodrik “The Ruined”, como os soldados Whitehill o chamam – recebe a visita de Gryff Whitehill, que veio comandar as forças instaladas dentro de Ironraht, e tem sua paciência e coragem testadas ao limite com a insolência do rapaz. Gared faz seus juramentos e torna-se um Patrulheiro, recebe a visita do seu tio, Duncan, e com ela uma importante missão ao norte da Muralha.

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Se você repetir esse juramento três vezes na frente do espelho de madrugada, aparece um White Walker e te mata – e te ressuscita depois, claro.

Quando vi o nome do episódio, uma referência direta ao juramento da Patrulha da Noite, suspeitei que a estrela desse segmento seria Gared. Apesar dele realmente ocupar boa parte da jogabilidade e sua última cena ter sido uma das melhores até então, não achei a sua narrativa a melhor do episódio. Para mim, quem rouba a cena é Rodrik. Cabe ao Lorde de Ironrath as decisões mais difíceis a se tomar. Engolir o orgulho e tolerar desaforos para evitar uma guerra declarada, ou desafiar abertamente os Whitehill para defender o nome da família? Arriscar tudo para vencer o jogo dos Tronos ou sobreviver mais um dia? As escolhas que o jogador tem de fazer em nome de Rodrik são brutais. Aliás, cada vez mais sinto que o melhor cenário desse jogo é Ironrath, os outros são só (bons) coadjuvantes da trama.

TSITD_Rodrik_Gryff_Argue“HAAAAJA CORAÇÃO AMIGO!” (BUENO, Galvão) 

Com relação às referências à série, temos aspectos positivos e negativos. É muito legal você, jogador, ver os bastidores do casamento de Joffrey ou ouvir Jon Snow planejando a investida contra os patrulheiros que ficaram na fortaleza de Craster (fato ocorrido apenas na série). Mas ao mesmo tempo é impossível não ser influenciado por essa narrativa prévia. Como interagir com Tyrion de maneira imparcial, se você sabe qual será seu destino na cena seguinte, pós-casamento de Joffrey? Em um jogo que se propõe exatamente a incapacidade de saber quais serão as consequências para suas escolhas, ter indicações claras de qual será o futuro de personagem X ou Y acabam tirando um pouco a magia do enredo.

game-of-thrones-episode-3--the-sword-in-the-darkness_005Aqui temos dois policiais escoltando o menor infrator para a viatura real

No mais, o terceiro episódio de Game of Thrones: The Game apresenta cenas especiais, como o juramento dos patrulheiros ou o desrespeito explícito dos soldados Whitehill com a morte de Ethan. Esses são momentos nos quais o roteiro cresce e mostra ao que veio mesmo que eu tenha achado os diálogos do episódio 2 mais bem escritos. Infelizmente os bugs continuam aí: cada transição entre cenas é um sofrimento, com lentidão, falas atrasadas e/ou áudio que some do nada.

Agora é (só) esperar o quarto episódio. Vamos trabalhar, Telltale!

90

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Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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