Perfil: Lee Everett (The Walking Dead: The Game)

Nesse segundo post da coluna “Perfil”, analisaremos a vida de um dos personagens mais carismáticos da historia recente dos videogames: Lee Everett, o protagonista de “The Walking Dead: The Game”. É sempre válido lembrar que essa coluna propõe uma apresentação completa sobre o personagem, logo muitas informações cruciais sobre o jogo serão reveladas. Caso ainda não tenha zerado, melhor deixar o link salvo e ler o texto futuramente.

Lee Everett é um professor de historia, com 37 anos e há 6 ocupando a cadeira de titular da Universidade da Geórgia. Ele nasceu em Macon, pequena cidade próxima à Atlanta, na qual sua família administra uma farmácia, Lee vivia tranquilamente com sua esposa, uma empresária de sucesso, até pegá-la em flagrante tendo um caso com um importante senador estadunidense. Os dois homens discutem e, acidentalmente, o senador é morto por Lee.

Exatamente por esse crime que nós encontramos o protagonista iniciando sua trajetória no game exatamente em um carro de polícia. Lee foi condenado e está sendo levado para a prisão – curiosamente a mesma na qual Rick e cia habitam por um período – quando seu trajeto é interrompido pelo caos zumbificado no qual o mundo encontra-se agora.

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Tá fácil pra ninguém

Em meio a sua luta por sobrevivência, Lee encontra uma menina que mudaria sua vida. Clementine, de apenas 8 anos, está sozinha em casa, pois seus pais viajaram antes do Apocalipse zumbi e sua baby-sitter agora está morta – duplamente morta depois que Lee tem de agir. Lee toma para si a responsabilidade de manter a garota a salvo e aos poucos  percebe que ganhou um grande motivo para seguir vivendo.

Dependendo das escolhas do jogador Lee pode ser mais ou menos sincero, vingativo ou misericordioso, traiçoeiro ou honrado. Isso é típico de The Walking Dead: The Game, apresentar uma série de escolhas difíceis que moldam o caráter de seu personagem. Mas algumas características são intrínsecas ao protagonista: coragem, liderança, determinação e, principalmente, carinho e amor por Clementine, a menina que ele aprende a considerar como sua filha. Lee também sabe usar diversas armas de fogo – desde pistolas até fuzis – e apresenta um bom preparo físico, apesar da carreira acadêmica.

Alguns detalhes em Lee me chamaram a atenção e considero essenciais para a construção de um protagonista único. Em primeiro lugar, ele é negro. Pode parecer bobo ou até racista da minha parte fazer tal colocação, mas em quantos “Game of The Year” tivemos um protagonista negro? Se acharmos 5, estaremos com sorte. Em segundo, Lee é um personagem completo: motivações, desejos, medos, esperança…encontramos tudo isso nele. Outra observação pertinente: acho que nunca torci tanto por um personagem. Em mundo perverso como o de The Walking Dead no qual a morte aguarda você a cada esquina, cheguei ao ponto de rezar para que Lee permanecesse vivo até o fim do episódio.

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Tentei não chorar…não vem ao caso se consegui

O primeiro episódio do jogo chama-se “A New Day”, um brilhante resumo do game e da vida de Lee. Enquanto a maioria dos personagens encontra no apocalipse zumbi uma vida horrível e sem sentido, Lee é um dos poucos que mantém a esperança, pois encontrou nesse mundo algo que já considerava perdido: a possibilidade de constituir uma família, graças aos seus novos companheiros de sobrevivência e claro, a sua querida Clementine.

A história de Lee Everett é uma das mais bonitas que já tive oportunidade de acompanhar no mundo dos games e o seu final trágico dá contornos épicos a esse personagem, escolhido como Melhor Herói de 2012 pela Game Informer. The Walking Dead é uma franquia especialista na construção de personagens bigger-than-life, e com certeza Lee entrou para a história – principalmente para a minha.

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Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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