Opinião: “Breath of the Wild”, agora, tem cara de Zelda

“Após anos de promessas, sinto que há um Zelda chegando”

Desde 2016 eu vivo um dilema zeldaniano, se é que posso criar essa palavra. À medida que os trailers de “Zelda: Breath of the Wild” iam aparecendo, as informações sobre o game surgiam (tais como customização das roupas, exploração do terreno, informações sobre como cozinhar, etc), o hype coletivo aumentava e eu me incluía nesse grupo. Ainda assim, ainda que estivesse achando o jogo lindo, ainda que pensasse que esse poderia ser o Zelda dos Zeldas, ainda que estivesse encantado com a funcionalidade do amiibo de Wolf Link, ainda que estivesse realmente animado… lá no fundo, uma vozinha na minha cabeça dizia: “tá bonito, mas isso não parece um Zelda”.

E essa ressalva, tão pequena e gigantesca ao mesmo tempo, me impedia embarcar de vez no trem do hype. Mas hoje, após o trailer revelado na apresentação oficial do Nintendo Switch, comprei minha passagem e já entrei na locomotiva das expectativas, que vai direto para 3 de março, data de lançamento do Switch e do novo Zelda.

Optei pelo trailer com dublagem em japonês e legendas em inglês porque acho que ficou MUITO mais emocionante

A partir desse único trailer, de pouco mais de 3 minutos, finalmente consigo sentir que estou esperando o lançamento de um Zelda. E muitos são os elementos que me dão essa certeza: Ganon, Zelda, personagens secundários e, de maneira geral, a presença de uma história bem definida.

Em todos os outros trailers e informações liberadas até então, a ausência de uma história para o game me incomodava. Sim, eu sei que a Nintendo tinha confirmado que havia uma bem boa nos esperando, e que todos os especialistas em trailers, signos e etc já até confirmavam a presença do game na timeline de Wind Waker, mas ainda assim, onde estavam as personagens? Os diálogos? Onde estavam as cutscenes, meu Deus???

Eis a box art (não final, imagino) de Zelda: Breath of the Wild. Simplesmente fantástica. 

Qualquer semelhança da capa do novo Zelda com o quadro “Caminhante sobre o mar de névoa”, de 1818, do artista alemão Caspar David Friedrich, não deve ser mera coincidência. 

Agora elas estão aqui e tá tudo bem agora. Ganon foi mencionado e ainda que não ache que precisamos necessariamente dele para tornar um Zelda bom (Majora’s Mask é a grande prova disso), é impossível negar que ele agrega valor à historia. A nossa querida princesa Zelda está aqui, em diferentes roupas e humores, e pelo jeito teremos uma interação entre ela e Link nos moldes de Skyward Sword: mais próxima, afetiva, humana, prato cheio para shippers. Mas aparentemente ainda teremos um acréscimo à participação de Zelda: parece que ela vai atuar diretamente na ação – ainda que não saibamos com que frequência ou eficácia, mas ela estará lá.

Os personagens secundários finalmente deram a cara e também estou aliviado por isso. Tirando Twilight Princess, jogo no qual acho que os coadjuvantes não fazem nada de relevante e tem zero carisma, Zelda sempre foi uma franquia na qual Link e Zelda recebem ajuda de diversas pessoas ou criaturas, sejam eles amigos, sages, os sheikah, etc. E dentre os que já nos foram apresentados no trailer, pudemos ver grande influência de Wind Waker mas também de Ocarina of Time no design dos mesmos – aquele Darunia remastered HD me deixou nostálgico.

Edição especial do “Breath of the Wild” para o Nintendo Switch. Ela vem com uma moeda dos Sheikah, CD com 24 músicas, uma capa especial para carregar o switch e um mapa do jogo.

A história, que até antes do trailer permanecia uma incógnita na minha cabeça, agora é palpável. Ocorreu alguma treta gigantesca há 100 anos atrás. Zelda vem tentado resolver mas, obviamente, não conseguiu, porque é sempre o herói da lenda em conjunto com a princesa que resolver os problemas. Claro que ainda não há detalhes maiores, mas existe um fio condutor agora. Ganon está em algum lugar por aí. Link estava dormindo – será que vinha sendo protegido para agora poder despertar e lutar? Será que isso tem a ver com o final de Wind Waker? Ou será que esse game se passa antes do continente afundar? Essas novas informações podem não responder essas perguntas, mas só por serem capazes de levantá-las eu já me sinto agradecido.

Lembrando que o novo Zelda também chegará com uma linha exclusiva de Amiibos 🙂

“Zelda: Breath of the Wild” será lançado oficialmente em 3 de março e estou ansioso para colocar as minhas mãos tanto nele quanto no próprio Switch – ainda que isso vá demorar, até porque né, não tenho dinheiro. Agora sinto que temos um Zelda em mãos, com drama, cutscentes de tirar o fôlego, uma jogabilidade como nunca vista antes e um mundo gigantesco e lindo a ser explorado. Esse realmente pode ser o “Ocarina of Time” dessa geração, amigos. Meu corpo está pronto, Nintendo!

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Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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