Opinião: A importância de uma boa trilha sonora para um game

“Um jogo épico agrada aos olhos e aos ouvidos”

Algum de vocês já foi obrigado a jogar um game no mudo porque todos na casa já tinham ido dormir e tínhamos que fazer o mínimo de barulho possível? Eu já, várias vezes inclusive, e posso dizer: é bem desagradável. Parece que estamos perdendo alguma coisa do jogo, que a experiência é incompleta. Mas também sinto esse mesmo incômodo com games nos quais a trilha sonora não recebe o cuidado que merece. Afinal, um bom jogo deve agradar tanto aos olhos quando aos ouvidos.

É interessante como que as trilhas sonoras são bastante valorizadas nos filmes. Já cansei de ver CDs exclusivos com as músicas do longa x ou y serem vendidas em lojas de departamento – tá certo que nunca vi alguém comprando, mas estavam lá nas prateleiras. Entretanto, quando chegamos aos games, ainda não vejo essa valorização do ótimo trabalho desenvolvido por algumas produtoras ao selecionar as músicas que farão parte da obra.

Posso dizer com segurança que, hoje, 30% das músicas que compõe minha playlist do celular foram descobertas em algum game ou pelo menos me remetem a um específico por terem feito parte da trilha sonora dele. Darei alguns exemplos no fim do texto – inclusive deixarei links para quem quiser ouvi-las. E essa coletânea de músicas é bem abrangente no quesito gênero: tem de Rock até Country nesse bolo. Mas porque tais canções ficaram tão marcadas em minha vida que continuei ouvindo-as mesmo após zerar o jogo?

Um simples motivo: todas oferecem o que chamo de experiência gamer. Quando ouço “Free Bird”, por exemplo, imediatamente lembro do prazer que é atravessar as longas estradas de San Andreas com CJ em sua moto. Quando começo a ouvir as primeiras notas de “Take us Back”, não consigo deixar de sentir uma pontada de tristeza pelo fim de “The Walking Dead: The Game”. E nem preciso comentar a agonia que eu e muitos jogadores sentimos até hoje só de ouvir o começo da clássica musica de afogamento de Sonic, né?

Hoje eu vejo que o cenário das trilhas sonoras em games começa a mudar. Em 2011, por exemplo, a Nintendo – especialista em produzir fantásticas trilhas sonoras pra suas franquias, desde Mario até F-Zero – lançou “The Legend of Zelda: Skyward Sword”, e junto com o jogo vinha um CD da trilha sonora orquestrada da franquia. E vale um destaque positivo para o Video Game Live, evento que mistura músicas clássicas de games com orquestras, proporcionando um show épico para os fãs. O evento já chegou a sua oitava edição, sinal de que está fazendo sucesso.

Para fechar esse texto, como prometido destacarei algumas músicas que marcaram minha vida e fizeram dos seus jogos mais do que uma diversão, e sim uma experiência memorável:

“Free Bird” – Lynyrd Skynyrd (GTA San Andreas)

“Take us Back” – Alela Diane (The Walking Dead: The Game)

“Stop For a Minute” – Keane feat. K’naan (PES 2010)

“Green Hill Zone” (Sonic The Hedgehog)

“Reach for The Stars” Cash Cash (Sonic Colors)

“Kakariko Village Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time)

“Main Theme” – Nobuo Uematsu (Super Smash Bros. Brawl)

“Song 2” – Blur (FIFA 98)

“Mute City” (F-Zero)

“Lance Battle Theme” (Pokémon Gold/Silver)

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Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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