Review: Transformers: A Era da Extinção

“Tem coisas que nem Optimus Prime consegue salvar”

Confesso que quando fui ao cinema ver “Transformers: A Era da Extinção” não tinha muitas expectativas para o filme. Ainda bem. O quarto filme da saga, novamente dirigido por Michael Bay, é longo demais, não tem um enredo interessante e as lutas entre os robôs, um dos destaques da saga, não conseguem salvar o filme de ser um desastre.

optimus

Winter is coming

O filme se passa cinco anos depois dos acontecimentos do ultimo da franquia, conhecida como a Batalha de Chicago. O governo americano quebrou o acordo com os Autobots e uma divisão especial da CIA passa a caçar os Transformers sobreviventes, ambos Autobots e Decepticons, com a ajuda de um caçador de recompensas extraterrestre chamado Lockdown. Enquanto isso, no Texas, o engenheiro Cade Yeager, um inventor sem sucesso que mora junto de sua filha Tessa, descobre que um caminhão que comprou junto com seu amigo Lucas é na verdade um ferido Optimus Prime.

Obviamente a CIA descobre o ocorrido e vai atrás deles, ameaçando-os. E após uma distração do líder dos Autobots, eles são salvos por Shane, o namorado “secreto” de Tessa. E a partir daí eles tem a tarefa de reunir os sobreviventes e combater essa nova “ameaça”.

transformers 1

Trio de protagonistas do filme

O problema é que a história é bem fraca, e esse é um ponto crucial para um filme tão longo (a duração é de 165 minutos). A tensão na relação entre os namorados e o pai é muito mal utilizada, parecendo um drama desnecessário. Em nenhum momento você se apega a importância das ações dos personagens e o plot parece sem pé nem cabeça.

Os momentos de comédia são suficientes para arrancar algumas poucas risadas, e nesse quesito fica o elogio à atuação de Stanley Tucci, o responsável pela maioria delas. O seu personagem, o líder de uma empresa aliada ao governo, é bem carismático. Assim como um velho e conhecido transformer que faz uma reaparição, o Bumblebee.

transformers 2

Because f*ck you, that’s why!

As cenas de ação, principalmente os combates, aliadas aos efeitos especiais são uma das únicas coisas que não se pode criticar. As lutas são visualmente impressionantes como sempre, e com a aparição dos dinobots há pancadaria pra nenhum fã botar defeito.  Mas como tudo, depois de duas horas de filme você acaba cansando e é difícil se envolver com a sensação de perigo que eles tentam passar.

Portanto, para aquelas pessoas que só veem Transformers para as lutas entre robôs, esse “Transformers: A Era da Extinção” pode até ser satisfatório, mas se você busca algo mais em um filme, sinto dizer que você irá se decepcionar.

Facebook Comments

Rafael

Futuro Mestre Engenheiro, jogador de Lolzinho nas horas vagas, profundo conhecedor de cultura inútil e o portador da alcunha de “mais hipster dos mainstreams”

Um comentário em “Review: Transformers: A Era da Extinção

  • 16 de Janeiro de 2015 em 01:40
    Permalink

    Ótima review, e serei sincera, não aguentei ver o filme todo então não sei se melhorou depois dos intermináveis minutos que suportei.

    Acho que isso resumiu perfeitamente: “Tem coisas que nem Optimus Prime consegue salvar”

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *