Review: The Maze Runner – O Filme

“Uma eterna corrida em busca de respostas”

“The Maze Runner” estreou nos cinemas em 19 de setembro desse ano. Baseado no livro homônimo escrito por James Dashner, o longa-metragem conta com a direção de Wes Ball e alguns atores que vêm se destacando na mídia atualmente, como Thomas Sangster (o Jojen, de Game of Thrones) e a atriz Kaya Scodelario (a Effy, de Skins). O filme é recheado de adrenalina e muitas perguntas do início ao fim, muitas das quais – felizmente – ficam sem respostas.

O plot do filme é o principal elemento do filme, e com certeza o grande fator para convencê-lo a ir ao cinema. O protagonista, Thomas (Dylan O’Brien) acorda em um local misterioso, sem lembrar-se de quem é de como chegou até ali. O lugar é chamado de Clareira: uma espécie de reserva natural envolta por grossas e gigantescas paredes de ferro. Thomas logo descobre, através de conversas com outros habitantes do lugar, que a situação é mais complexa do que parece. Além das paredes da Clareira existe um imenso labirinto, que fica aberto durante o dia e fecha-se automaticamente durante à noite. Ninguém jamais conseguiu chegar achar uma saída dele, assim como também nenhum dos habitantes foi capaz de sobreviver uma noite dentro dele, pois criaturas estranhas chamadas Verdurgos matam-nos e não deixam rastros dos mesmos. Os habitantes – todos eles, e em sua maioria adolescentes, – são obrigados a ficar confinados na clareira, e só não morreram ainda pois recebem, mensalmente, uma caixa com suprimentos, juntamente com um novo membro para sua comunidade.

Screen-Shot-2014-04-29-at-1.48.23-AMLugar estranho com gente esquisita

Thomas imediatamente começa a se fazer perguntas: o que são essas criaturas? Quem está enviando as caixas e as pessoas? Como ele foi parar ali? O que há depois do labirinto? E o bacana é que o espectador começa a entrar nesse jogo, tentando adivinhar o propósito por trás disso tudo. Eu não li a obra original e fiquei feliz por isso, pois curti toda a tensão de não saber a resposta para cada uma dessas inquietantes questões.

JojenO Jojen sai de GoT mas continua com a mania de não responder as perguntas que realmente importam

Felizmente, durante o decorrer do filme, os acontecimentos vão respondendo algumas das perguntas – e levantando pelo menos algumas outras mil delas. Thomas não é fã da zona de conforto, então decide arriscar-se no labirinto, e graças as suas ações imprudentes as coisas começam a mudar. Finalmente uma mulher é enviada à clareira; um verdugo é finalmente avistado; dentre outras reviravoltas que, se eu contar, acabarei estragando a graça do filme.

Outro ponto positivo da obra é sua dose de adrenalina. Durante as perseguições, disputas entre os próprios habitantes e até durante as investigações em plena luz do dia, a tensão está no ar. O melhor tipo de suspense, para mim, não é aquele que me deixa pensando se o desfecho da trama será X ou Y, mas sim aquele que não me dá pista alguma do que acontecerá em seguida.

mazerunner3Deu ruim, galera!

Tenho algumas poucas ressalvas quanto ao filme. Uma delas é com relação a algumas decisões pouco inteligentes dos protagonistas. Ok, ninguém reage tão racionalmente em momentos de pressão, mas as atitudes de alguns personagens são totalmente incompreensíveis. Uma outra reclamação é com relação a certas cenas de ação, principalmente as noturnas. Os movimentos são rápidos e a luminosidade fica tão baixa que é praticamente impossível discernir o que está acontecendo. Logo, você fica esperando o desfecho para poder entender o que ocorreu – e na maioria das vezes, quem morreu afinal.

20140429-the-maze-runner-movie-5-600x337Aí 200 coisas acontecem e não entendemos 193 delas.

Gostei muito do desfecho do longa pois ele responde a poucas das perguntas feitas pelos protagonistas e por nós mesmos. Tal estratégia tem uma justificativa: o longa já tem uma sequência marcada para estrear nos cinemas em 2015, então não faria sentido entregar de bandeja todas as respostas. Em resumo: “The Maze Runner” é um filme bem bacana, com adrenalina do início ao fim e oferece algumas reflexões interessantes sobre nossa própria vida. Aliás, o longa me deixou tão impressionado que até procurarei ler a obra original.

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Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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