Review: The Flash (Segunda Temporada)

A segunda temporada de The Flash já vinha com uma expectativa alta principalmente pelos fãs de quadrinhos. Prometendo muitas referências diretas da nona arte, a série do canal CW prometeu abraçar de ver o seu lado nerd, diferentemente do seu “irmão” Arrow que se contra dividido em sua temática.  Bom, bora lá pra review COM SPOILERS!

Após a batalha com o Flash Reverso na primeira temporada, Barry Allen acaba abrindo uma brecha dimensional que liga o seu mundo com uma versão paralela da Terra, a Terra-2. Essa brecha permite que meta-humanos daquele universo venham para a nossa Terra a mando do vilão Zoom para derrotar o Flash. No entanto, alguns aliados também se aproveitam dessa brecha para ajudar o velocista escarlate na sua luta contra essa nova ameaça. Dentre eles: Harrison Wells, agora o verdadeiro, Jay Garrick, o flash daquele universo. Assim como na primeira temporada, esses 23 episódios se dividem em dois grandes arcos: O resgate da filha de Wells e a batalha contra final contra Zoom.

O primeiro ato tem um foco muito grande na explicação do multiverso, o conceito das brechas criadas por Zoom e a ótima estratégia da série para reciclar seus atores através dos sócias de ambas as Terras. Alguns personagens já estabelecidos como Cisco e Wells, por exemplo, tem versões completamente diferentes em ambos os universos. Nesse primeiro momento Barry vê em Wells e Jay uma nova imagem de mentores, assim como Tharwn era na primeira temporada, e vai aperfeiçoando seus poderes através da “formula” de monstro da semana. Além disso, somos apresentados aos poderes de Cisco que foram timidamente apresentados na primeira temporada e acabam sendo cruciais no desenvolvimento da trama.

Terra 2 FlashSomos amigos, mas só na Terra 1, ok?

Iris e Joe servem como o telespectador leigo que precisa da explicação daqueles conceitos científicos complexos e deixam essa parte expositiva menos maçante e mais dinâmica. Mas seu principal papel é reforçar a integridade do herói através da família. Família essa que agora conta com um novo integrante, Wally West que, diferente da sua versão nos quadrinhos, não é um velocista, mas já apresenta algumas semelhanças com o a sua versão original.

A segunda e mais empolgante parte da temporada começa com um incrível plot twist sobre a identidade de Zoom e a sua conturbada origem. Zoom é uma pessoa com um passado trágico, mas diferente do protagonista, ele resolveu abraçar o mau. Sua superioridade em relação a Barry é muito bem evidenciada e justificada, diferente do velocista escarlate, Zoom não mede esforços para conseguir mais poder e não liga para ninguém além de si mesmo. Como o próprio vilão diz, suas vitórias agora serão contadas por Terras conquistadas. Então, diante de um inimigo tão poderoso, como Barry poderia conseguir vencer?

Zoom FlashPense em um vilão malvado, o Zoom é mais.

É nesse segundo ato que os coadjuvantes desenvolvem uma importância ainda maior. Se no primeiro momento Barry tinha Wells como mentor e Cisco era uma pessoa receosa quanto aos seus poderes, agora o trio, junto dos demais membros do Starlabs, juntam suas principais características para enfrentarem o vilão.  De Íris até Flash, cada um dos personagens tem seu papel no confronto final. No entanto, Zoom consegue abalar Barry de maneira a qual o protagonista acaba se distanciando dos seus amigos e motivado tentar salvar a sua mãe mais uma vez, gerando um cliffihanger que faz qualquer um desejar pela terceira temporada imediatamente.

Cisco FlashAhh Cisco, roubando cada vez mais a cena!

Como disse no inicio do texto, essa temporada bebe direto da fonte original e por isso temos uma infinidade de easter eggs e adaptações dos quadrinhos. O conceito de multiverso é o elemento mais evidente, mas além disso temos os diversos Flash (Barry Allen, Jay Garrick, Wally West), referências a outros heróis da DC (uma breve cena com o nome Wayne numa agenda telefônica e a menção a Atlantis na Terra-2) e uma provável adaptação da saga Flashpoint. Os fãs dos quadrinhos com certeza ficarão muito felizes com as referencias e as pessoas que só acompanham a série não perdem em nada, porque a construção de mundo e a introdução dos conceitos é tão bem feita que você fica na expectativa do que vai acontecer e quais personagens podem existir nas outras Terras. As infinitas possibilidades que o multiverso trouxe para a série permitem uma brecha criativa que, se usada bem, deixará a série ainda melhor.

The Flash continua provando que a Warner pode apresentar boas adaptações de super-heróis na televisão. Com um roteiro bem aproveitado e personagens bem apresentados, a segunda temporada do velocista escarlate foi uma das melhores aparições de super-herói nas telas até o momento. O cliffhanger do ultimo episódio e as deixas do final da temporada (será que Wally recebeu poderes?) deixam as expectativas para terceira temporada muito altas e, se a produção conseguir manter o trabalho que fez nessa segunda, essa próxima temporada será ainda melhor.

Flash Crítica Nota

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Mizumoto

Estudante de letras: português-japonês, amante de cinema e telespectador de desenho japonês desde que se entende por gente.

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