Review: The Flash (Primeira temporada)

 

Apesar de estar se preparando para disputar com a Marvel no universo cinematográfico, a DC já vem apresentado um ótimo trabalho com suas séries televisivas. Dentre as mais recentes, Flash é um dos grandes destaques da editora e da Warner. Agora com sua primeira temporada concluída eu posso dizer que essa é uma das melhores e mais divertidas adaptações das Hq’s para a TV.

Na série acompanhamos a vida de Barry Allen (Grant Gustin), um jovem de 20 e poucos anos que ganha superpoderes após a explosão do acelerador de partículas em Central City, deixando-o nove meses em coma. Depois da recuperação, Barry segue para ajudar sua cidade e protege-la dos vilões, que também ganharam poderes sobrenaturais com o acidente.

Eu considero essa primeira temporada como uma obra dividida em dois grandes atos. No primeiro momento temos o jovem Barry se adaptando a sua nova vida, descobrindo seus poderes e estreitando seu relacionamento com a equipe do Star Labs: Dr. Harrison Wells (Tom Cavanagh), Caitlin Snow (Danielle Panabaker), Cisco Ramon (Carlos Valdes) e, paralelamente, aprendendo a lidar com a sua dupla identidade perante seu pai adotivo, Joe West (Jesse L. Martin) e o triangulo amoroso entre sua amada Iris West (Candice Patton) e o policial Eddie Thawne (Rick Cosnett).

The Flash Elenco

Parte do elenco principal da série

Achei esse primeiro arco bem arrastado e, por vezes, chato. A formula “monstro da semana” me incomodou bastante em alguns momentos e por vezes parecia que os roteiristas não sabiam que rumo tomar. Outra coisa que me incomodou um pouco foram as personagens femininas que, na maior parte da temporada, não acrescentam nada na trama e são basicamente um peso ou alivio amoroso dos personagens. Acredito que isso seja melhor trabalhado na segunda temporada (até porque já sabemos que a Caitlin terá poderes e a Iris passa a ter uma real relevância já no fim da temporada). No entanto, o progresso de alguns personagens (Barry e Cisco, principalmente) me fez continuar assistindo até o início do segundo, e melhor, arco.

The Flash Cisco

Cisco, o personagem que mais cresceu durante a temporada!

A partir do episódio “Arrow vs Flash” a série começa a tomar o seu rumo e acompanhamos o desenvolvimento do personagem Harrison Wells/ Eobard Thawne. Quando temos o vilão determinado, o amadurecimento do Barry se faz presente e toda a construção chata do primeiro arco encontra o seu papel. Até mesmo o tom da série muda um pouco do cômico (ao meu ver exagerado) para algo mais dramático e com pitadas de ficção mais aprofundadas. Vale ressaltar que o alivio cômico não é deixado de lado (na verdade é refinado) e o desenvolvimento do Cisco (meu personagem preferido) leva essa tarefa com diversas citações de cultura pop num ótimo timming.

The Flash Harrison Wells

Doutor Harrison Wells, ou deveria dizer Eobard Thawne, o Flash Reverso?

Outro ponto positivo dessa temporada foi o cuidado da produção em reproduzir o melhor dos quadrinhos em seus episódios. A quantidade de personagens, as diversas referências e easter eggs, os ganchos e, principalmente, o conceito de multiverso só melhoraram e trouxeram novas possibilidades para o universo televisivo da DC. O último episódio, por exemplo, acabou com um cliffhanger de tirar o fôlego!

Algo que levantou certa discussão e até divisão entre os fãs foram os efeitos visuais utilizados. Não é preciso ser um grande especialista na área para reparar que tivemos muitos efeitos de baixo orçamento nessa temporada. Eu, sinceramente, não vi problema algum e até elogio a maneira como souberam administrar isso, mas teve muita gente que acabou desistindo da série alegando essa “falha” como justificativa. Dentro desse ponto eu gostaria de destacar o ótimo trabalho em cima do gorila Grodd que teve uma animação muito bem desenvolvida e que espero mais presença dele em momentos futuros.

The Flash Grodd

Grodd, por favor volte na próxima season!

Essa primeira temporada de Flash mostrou que o universo do Velocista Escarlate tem futuro na televisão. Apesar de um desenvolvimento inicial bem arrastado e efeitos visuais que não agradam a todos, o conjunto da obra teve um saldo bem positivo. Agora que temos um universo estabelecido, espero (e acredito) que a série tome um rumo e uma velocidade de desenvolvimento digna desse herói.

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Lucas Mizumoto

Professor de japonês, amante de cinema e telespectador de desenho japonês desde que se entende por gente .

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