Review: The Blacklist

Entra ano, sai ano e sempre surgem novos seriados. Muitas possuem plots interessantes, mas que erram em algum ponto e acabam não prendendo a atenção do público. E, por consequência, acabam canceladas. Entretanto, também existem aquelas que desde o começo mostram que chegaram para ficar. E este é o caso de The Blacklist.

A trama começa quando Raymond Reddington, o Red, um ex-agente do governo e um dos fugitivos mais procurados pela FBI, surpreendentemente se entrega as autoridades. Ele oferece ajuda para capturar grandes terroristas e criminosos que, segundo ele, são “verdadeiramente um perigo a sociedade”. Estas pessoas compõem a sua Blacklist (Lista Negra). Em troca, Reddington impõem apenas uma condição: só irá falar com Elizabeth Keen, uma nova agente da FBI que, aparentemente, não possui nenhuma relação com ele.

Um dos pontos positivos é a história, que para mim tem ação e drama na medida certa. Mas há um tempero a mais nessa mistura: a imprevisibilidade. Alguns acontecimentos te pegam de surpresa: quando você acha que pode prever alguma coisa, BUM!, ocorre algo que você nunca imaginaria, quase como se os autores estivessem dizendo para você “por essa você não esperava!”. E esse é justamente um elemento típico das séries que mais fizeram sucesso nos últimos tempos, como Breaking Bad. Porém, em alguns episódios, esses plot twists beiram o excesso, fazendo com que às vezes os espectadores percam um pouco o fio da meada.

Para não fugir do estilo policial, as perseguições aos mais diversos e engenhosos criminosos também são dinâmicas e interessantes, lembrando às vezes a série “24 Horas”. E além de tudo, o seriado ainda conta com a brilhante performance do ator James Spader ao interpretar Reddington, papel que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro, inclusive.

Por esses motivos, recomendo àqueles que gostam de séries desse gênero que assistam a The Blacklist, pois esta tem muito potencial para crescer. Desde que não tropece em seus próprios pés.

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Rafael

Futuro Mestre Engenheiro, jogador de Lolzinho nas horas vagas, profundo conhecedor de cultura inútil e o portador da alcunha de "mais hipster dos mainstreams"

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