Review: Rurouni Kenshin – Live Action

Rurouni Kenshin, filme baseado no mangá de mesmo nome escrito por Nobuhiro Watsuki, foi um filme que me chamou bastante atenção desde seu anuncio sua suposta vinda às as telonas do nosso país. Lembro que na época eu fiquei bem empolgado por gostar bastante anime que marcou a minha infância e acredito que muitos, mas ainda assim eu fiquei um pouco pé atrás por dois motivos em especial: o péssimo histórico de adaptações desse gênero (vide Dragon Ball: Evolution) e o trailer bem empolgante. O QUE? COMO ASSIM UM TRAILER BOM TE FEZ PENSAR QUE O FILME ERA RUIM? Calma amiguinho que eu explico. Grande parte dos trailers que eu vejo ultimamente tem me desapontado bastante, especialmente em filmes de ação aventura porque parece que tentam colocar tudo de bom naqueles poucos minutos e tiram toda a empolgação do filme completo. Não, não estou dizendo que sou contra bons trailers, mas não acho que devem colocar tudo de bom em tão pouco tempo. Mas, por sorte, eu tive uma surpresa positiva.

Quem já conhece a história de Samurai X já é capaz de perceber através da sinopse que os roteiristas mesclaram elementos de algumas sagas do início do mangá para criar o roteiro dessa adaptação. Achei muito bem bolada a ideia de colocar o Jin-E como falso Battousai e mais bem bolado ainda criar um laço que originalmente não existe entre ele e o Takeda, pois isso foi fundamental para conectar bem os antagonistas e não deixar o filme “quebrado” em histórias paralelas, o que pra mim é meio chato. No entanto, os outros antagonistas, a meu ver, deixaram a desejar e muito. Em especial o cara com armas que até agora não entendi o que ele deveria ser.

Em relação aos demais personagens famosos da série (Yahiko, Sanosuke) eu até entendo a galera que reclamou da pouca participação dos mesmos. Mas isso se justifica por ser um filme e, por mais que os personagens tenham a seu carisma e adoração vinda do público, não tem como aprofundar tanto assim em todos eles, infelizmente. Dentre os secundários, gostei muito do Sanosuke que, apesar de tudo, teve um destaque maior e um carisma bem grande. Ainda sobre os personagens, vale ressaltar a ótima escolha dos atores que, em sua maioria, são realmente parecidos com os personagens originais. Falando um pouco mais do protagonista, o ator retratou bem aquela dualidade Kenshin bobo quando está encarando o andarilho e ao mesmo tempo o samurai sério e heroico nas cenas de lutas “sérias”.

Além dessa questão dos personagens, temos que ter em mente que é um filme de ação e aventura e vemos que ele cumpre bem a proposta desse gênero. Primeiramente, a parte das lutas. Com exceção da luta contra o personagem sem sentido, todas as lutas do filme foram ótimas! Bem condizentes com o que o mangá transmitiam: lutas empolgantes e aquela magia dos samurais (excluindo as do Sano que a porrada é no braço mesmo). Destaque para a luta do Sanozuke na cozinha e para luta final do Kenshin contra o Jin-e que para mim foi a melhor do filme.

Destaque também para como souberam administrar a parte de violência que, apesar de ser bem forte, conseguiram deixar de maneira não tão forçada e apelativa e para dosagem de elementos cômicos e dramáticos ao longo do filme (Sano como top cômico e vizinhos do dojo envenenados e a caracterização dos viciados em ópico como top dramático).

Rurouni Kenshin foi uma adaptação que eu considero divertida. Não é o melhor filme do mundo, mas tem seus pontos altos. Acho que é um filme que vale a pena ser visto tanto para os fãs da série, como para fãs de filmes desse gênero. Em 2013 foi anunciado uma continuação que terá como cenário a famosa saga de Kyoto onde Kenshin e seus companheiros tentam impedir os planos de Makoto Shihio.

É isso galera, espero que tenham gostado e não deixem de comentar caso já tenham visto ou caso resolvam ver.

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Lucas Mizumoto

Professor de japonês, amante de cinema e telespectador de desenho japonês desde que se entende por gente .

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