Review: Robocop

Remake do clássico de Paul Verhoeven surpreende e agrada os fãs da franquia

O remake do Robocop estreou nos cinemas em março de 2014, e conta com José Padilha, de Tropa de Elite 1 e 2, como diretor. Outros destaques do filme são atores de sucesso como Samuel L. Jackson, Gary Oldman e Michael Keaton. Os que tem mais de 20 anos e assistiram os primeiros filmes da franquia, lembram-se que o longa-metragem foi uma grande novidade para a época, utilizando um ciborgue policial como personagem principal, atuando em uma Detroit totalmente devastada pelo crime e­ corrupção.

 

Pegando como base o seu antecessor, lançado em 1987, a história do filme gira em torno de Alex Murphy, um policial de Detroit, pai de família, que junto com seu parceiro investigam uma possível ligação entre venda ilegal de armas e a corrupção de policiais de seu distrito. Após descobrir mais algumas pistas sobre o caso, Alex sofre um atentado em sua casa, que o deixa mutilado. Após essa tragédia, a OmniCorp, empresa que tem como principal produto a tecnologia robótica e está atrás de um voluntário para sua próxima experiência, oferece a Clara Murphy, esposa de Alex, a oportunidade de uma segunda chance. Mas essa “segunda chance” significa transformá-lo em peça principal de um corpo robótico.

É nesse momento que, na minha opinião, vem a melhor parte do filme: a transformação de Murphy em Robocop. Padilha deu total atenção a esse momento proporcionando ao público uma cena forte, na qual é exposto todo o corpo cibernético construído em volta do que restou do corpo humano do policial, mesmo que eu não veja sentido em terem mantido sua mão direita. Vendo sua condição humana quase perdida, Murphy percebe que a única chance que tem de voltar a ter uma vida é passar por um rigoroso treino, no qual deve mostrar ser melhor do que um drone de missões militares. Após isso Murphy volta para Detroit dando início a sua vida como Robocop.

O fato do filme abordar muito mais a história de Murphy e seu drama policial é, na minha opinião, o ponto mais forte do filme. As cenas de ação possuem velocidade surpreendente em comparação ao filme de 87, no qual víamos robôs pesados com movimentos lentos, nos lembra a constante evolução da tecnologia. Outro ponto muito bom do filme é a trilha sonora desenvolvida por Pedro Bromfman, que conta com a música tema do filme original, o que é nostálgico. A atuação de Samuel L. Jackson, como um apresentador de programa tendencioso, é sensacional, engrandecendo mais ainda o filme.

Em suma: Robocop cumpre muito bem seu papel de remake e, se houver uma continuação, essa promete bastante.

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