Review: Creed – Nascido para lutar

No dia 06 de Dezembro de 2015 estive no último dia da Comic Con Experience (CCXP) e lá pude conferir a pré-estreia do filme Creed – Nascido para Lutar, que ocorreu logo após o painel de Batman vs Superman: A Origem da Justiça. O palco foi transformado em um ringue de boxe e o auditório foi tomado por diversas Ring Girls que traziam consigo placas com o nome do filme, para a apresentação de Érico Borgo (Omelete) caracterizado de boxeador, com roupão e tudo. Logo após alguns avisos e ameaças, feitos com muito humor, aos que tentavam filmar algo no auditório, expressamente proibido durante todo o evento, foi exibido um vídeo com uma mensagem do ator Michael B. Jordan para a plateia da CCXP.

O filme inicia em 1998, em uma detenção de jovens, onde conhecemos Adonis “Donnie” Johnson (Michael B. Jordan), um orfão que sofre com o falecimento recente de sua mãe e o fato de não ter conhecido seu pai. Após uma briga com um garoto bem maior, Johnson é posto na solitária e logo em seguida recebe a visita de Mary Anne Creed (Phylicia Rashad), viúva de Apollo Creed, que revela a identidade do pai de Adonis e o convida para morar com ela.

creed 1

Dezessete anos depois Adonis está no México participando de lutas. Após voltar para casa, decidido a mudar de vida, pede demissão de seu emprego para perseguir seu sonho de se tornar um boxeador profissional. Mary Anne se opõe a ideia argumentando que Apollo foi morto no ringue contra Ivan Drago e por isso não quer que o jovem siga o mesmo caminho. Depois de assistir as lutas do pai contra Rocky Balboa, Donnie resolve deixar Los Angeles e parte para Filadélfia, com o objetivo de convencer Rocky a ser seu treinador. Após algumas recusas e certa resistência, Balboa concorda em treinar o filho de Apollo.

A partir desse ponto o filme utiliza uma pegada nostálgica para mostrar a relação entre atleta e treinador. Rocky e Adonis vão aprendendo a conviver um com o outro, fazendo um paralelo entre a relação de Rocky e Mickey. Adonis passa a ser conhecido como “Hollywood Donie”, assim como Balboa que recebe a alcunha “The Italian Stallion” (“O Garanhão Italiano”). Ao longo de seu treinamento Adonis conhece Bianca, uma cantora, e iniciam um relacionamento (remetendo ao casal Rocky e Adrian).

creed 2

Durante o desenrolar do filme fica claro que a forma como foi gravado é a principal característica que o diferencia dos antigos filmes da franquia Rocky. Quando vão surgindo outros lutadores no caminho de Johnson, por exemplo, aparece um card com todas as informações sobre o lutador. Outro fato interessante é a maneira como foi concebida a cena da segunda luta, a forma como é mostrada tão de perto, com a câmera dentro do ringue passando em volta dos lutadores.

A parte em que mais me empolgou, e também a toda a plateia presente, foi a releitura da cena do treinamento que precede a principal e última luta do filme. Adonis treina no ginásio com Rocky, corre pela escadaria e pelas ruas da Filadélfia enquanto é seguido e incentivado por diversas pessoas.

creed 3

Com a dose certa de emoção quando é preciso emocionar, nostalgia e até mesmo fan service sem exagerar, o filme consegue comover o telespectador. Até a sua parte de humor, apesar de bem sutil, é marcante. Independente de ser uma releitura de um clássico, é um filme que merece, e muito, ser visto.

Facebook Comments

Um comentário em “Review: Creed – Nascido para lutar

  • 10 de Janeiro de 2016 em 02:07
    Permalink

    Ótimo texto
    Curti muito o filme, a atuação do Michael B. Jordan está ótima, e o Stallone até que estava bem pra quem fala com uma batata na boca.
    Mas apesar de tudo, quando penso em boxe e filme, me vem logo a cabeça Nocaute, com o Jake Gyllenhaal.

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *