Review: Breaking Bad

Raspei o cabelo, mas deixando somente a barba espessa no rosto, um ato que me rendeu vários apelidos, mas os que mais me chamaram a atenção foi Max Payne e Walter White, confesso que gostei mais de Max Payne, um famoso ex-policial que agora está limpando as ruas de São Paulo, sim nossa querida cidade tupiniquim, com uma lustrosa careca, uma barba máscula e uma camisa de araras espalhafatosa para completar o clichê gringo com nosso país do carnaval. O segundo apelido fiquei intrigado, não conhecia nada sobre o personagem, ou a série, nada além de que Aaron Paul, o personagem principal do filme muito esperado de Need for Speed, está na série e também que em um passado remoto eu dormi na casa de uma amiga minha e alguns amigos estavam assistindo ao piloto da série que em algum momento tocou Rodrigo y Gabriela, dois violonistas mexicanos que tinham uma banda de metal mal sucedida que agora tocam música folk com Rodrigo no solo e Gabriela na base. Ao ouvir tais arranjos de Tamancun, uma das músicas mais famosas da dupla, levantei e puxei minha Air Guitar para acompanhar aquela maravilhosa melodia. Então, Need for Speed e Rodrigo y Gabriela fizeram a última pressão na minha cabeça para assistir a tal série que inúmeros de meus amigos tiravam frases ensaiadas como “Science, bitch”, “I am the danger”, “stay out of my territory”, “No more half-measures” e uma a minha preferida: Say my name.

A série retrata Walter White, um professor de química de ensino médio de quarenta e nove anos que é casado com Skyler White, uma ex-contadora que agora é dona de casa, e pai de Walter Jr. Isso descreveria uma família como outra qualquer se ele não fosse um gênio e co-fundador da Gray Matter Technologies, uma empresa avaliada em mais de dois bilhões de dólares e que rendeu o prêmio Nobel de Química ao seu ex-sócio e colega de faculdade que continuou com o seu trabalho, Elliott Schwartz. Com as contas apertadas, após as aulas, trabalha em um lava-rápido para sustentar a sua mulher grávida e seu filho com paralisia cerebral. Aterrorizado com suas escolhas e o futuro de sua família ainda descobre no seu aniversário de cinquenta anos que mesmo sem fumar, tem câncer no pulmão. Essa descoberta é o estopim para que nosso professor começe sua Odisseia para conseguir juntar dinheiro sujo através da produção de metanfetamina para deixar sua família em uma situação financeira boa após a sua partida deste mundo. Para conseguir produzir e vender a droga, o Senhor White associa-se a um antigo aluno problemático, Jesse Pinkman. A parceria entre os dois na produção de metanfetamina de alta pureza pela fórmula de Walter White gera boa reputação pela qualidade do produto entre os viciados, mas atrai a atenção de grandes traficantes locais, assim se desenrola a saga de W. W. até se tornar Heisenberg, o rei da metanfetamina. Mas nada é muito bom ou muito fácil nessa longa caminhada.

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Breaking Bad é uma das séries que mais mexeu com o meu emocional, pois todo os episódios tem um ponto chave para a trama, exceto o capítulo da mosca no laboratório (você que nunca assistiu este seriado, por favor, pule este episódio). Não sou fã de drama, mas seus diálogos sobre política e dilemas morais modernos, fotografia impecável, tensão constante, trilha sonora e as reviravoltas de todos os personagens da série me fizeram assistir em poucos dias todas as temporadas. Então, uma das séries mais aclamadas pela crítica e pelo público é mais do que suficiente pra você? Pra mim foi, tanto é que virei fanboy. Para finalizar eu vou deixar que George R. R. Martin, criador das Crônicas do Gelo e Fogo após assistir a um episódio da quinta temporada dizer isso a você:

“Walter White é um monstro maior do que qualquer um em Westeros.

(Eu preciso fazer alguma coisa a respeito).” Fonte.

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