Review: Arrow (as duas primeiras temporadas)

Como foi dito no nosso vídeo sobre as séries da DC Comics, o universo da editora vem chamando atenção dos fãs nas telinhas. E como pioneiro dessa nova fase, Arrow vem mostrando muito bem o porquê disso. Eu não sou muito fã da DC, mas a série me empolgou de tal maneira que assisti as duas temporadas que já saíram em menos de duas semanas e resolvi fazer essa review.

Com uma trama bem simples, temos, na primeira temporada, Oliver Queen (Stephen Amell) um playboy festeiro que sofre um acidente de barco e passa cinco anos em uma ilha, aparentemente morto. Depois desse período Oliver retorna à sua cidade (Starling City), mas agora com novas habilidades e um segredo que o leva em busca de vingança pelo seu pai e por consequência o tornam, inicialmente, um anti-herói e assassino. No entanto, a caçada de Oliver vai tomando proporções maiores e, ao cruzar com o Arqueiro Negro, alter-ego de Malcolm Merlyn (pai de seu melhor amigo), o vigilante percebe que não se trata só de suas questões pessoais, mas sim do papel que ele precisa desempenhar pelo bem de sua cidade e daqueles que ama. Com isso, temos a transição de Oliver Queen, o vigilante, para Oliver queen, o arqueiro verde, o herói. Essa trajetória ocorre com a ajuda de seus companheiros John Diggle (David Ramsey), Felicity Smoak (Emily Bett Rickards), seus familiares e amigos.

Essa “caminhada” Oliver para se tornar um herói é o fio condutor da segunda temporada que começa um pouco dispersa, com várias histórias paralelas, mas que vai tomando seu rumo e armando o cenário do evento principal da temporada, o confronto entre o Arqueiro Verde e Exterminador. Um destaque da segunda temporada são as referências dos quadrinhos como A liga dos assassinos, Esquadrão Suicida, Canário Negro (Caity Lotz), Barry Allen, que tem como alter-ego o Flash (Grant Gustin), Sebastian Blood (Kevin Alejandro) e o grande vilão da temporada Exterminador, alter-ego de Slade Wilson (Manu Bennett). Referências essas que, além de serem necessárias para os eventos principais, sugerem a presença de outros universos dos heróis da editora como Flash e Batman (mas não necessariamente os heróis em si).

Arrow consegue equilibrar um universo característico dos quadrinhos (com muita ação e personagens icônicos) e elementos das séries televisivas (drama familiar, relações amorosas e etc) sem perder o foco e numa dosagem perfeita. E outro elemento bem marcante da série é o cenário sombrio e investigativo (claramente inspirado na trilogia do Batman de Christopher Nolan) e os personagens que, em sua maioria, não tem super poderes, mas que dão todo o ar necessário para que os fãs da sétima arte se sintam confortáveis com o que estão vendo.

Vale ainda ressaltar a maneira como o universo da série vem sendo trabalhado. Paralelamente ao “presente”, temos diversos flashbacks de Oliver na ilha durante os episódios e esses flashbacks são cruciais para o desenvolvimento da trama e acabam criando uma ótima história extra. Além disso, há uma série de quadrinhos publicada junto com a série que apresentam informações complementares ao o que acontece na série (origem de personagens, aventuras extras e etc) e que pode ser encontrado no site oficial da DC Comics.

Arrow está indo para sua terceira temporada (que estreia em outubro nos EUA) e a dupla de roteristas Greg Berlanti (conhecido por Dawson’s Creek e Lanterna Verde) e Marc Guggenhein (conhecido por ser o escritor dos quadrinhos do Flash em 2006) e a emissora CW vem apresentando um ótimo trabalho no desenvolvimento desta adaptação. Com personagens cativantes, referências aos quadrinhos (não só as evidentes, mas também easter eggs) e ótimas cenas de ação, Arrow vem mostrando aos fãs de quadrinhos que a decepção de Smallvile é uma página virada e as séries televisivas vem com tudo!

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Lucas Mizumoto

Professor de japonês, amante de cinema e telespectador de desenho japonês desde que se entende por gente .

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