Perfil: Daenerys Targaryen, a mãe de dragões.

Seguindo com meu objetivo de escrever Perfis detalhados de cada um dos personagens de grande destaque das “Crônicas de Gelo e Fogo”, chegou a hora de falar de uma das protagonistas da trama, a jovem Rainha que conquistou um exército, cidades e o coração de muitos fãs. Claro que estou me referindo à Daenerys Targaryen.

Daenerys é uma das poucas sobreviventes da Casa Targaryen, antigos reis de Westeros. Seu pai, o Rei Louco Aerys, foi morto por Jaime Lannister ao fim da última guerra. Seu irmão Rhaegar foi assassinado por Robert Baratheon no Tridente, e seus sobrinhos Aegon e Rhaenys brutalmente massacrados pela Montanha (Gregor Clegane), à mando de Tywin Lannister. Assim, o único familiar vivo de Daenerys é seu irmão Viserys, este um pouco mais velho, que se vê obrigado a manter os dois em constante fuga para não terem o mesmo destino do resto da família.

Daenerys Targaryen, como retratada em “Game of Thrones: The Card Game” – os cabelos quase brancos e olhos púrpura são um traço marcante dos Targaryen.

Vamos a um breve resumo da trajetória da personagem: aos 13 anos, Daenerys é vendida à Khal Drogo, um dos Dothrakis mais famosos das terras do leste devido à sua perícia em batalhas e seu gigantesco Khalasar, para ser sua esposa e uma garantia de que Khal Drogo emprestaria seu exército para Viserys reconquistar os Sete Reinos. Daenerys se vê obrigada a se casar com seu noivo bárbaro, perde a virgindade de maneira forçada aos 13 anos, sofre com os costumes brutos dos Dothraki, mas aos poucos percebe que seu noivo é gentil e a ama de verdade, e que ele faria de tudo para vê-la feliz. Inclusive matar seus inimigos e conquistar o Trono de Ferro.

A linda e carismática Emilia Clarke interpretando Daenerys, guardada por seus fiéis Imaculados.

Mas a vida de Daenerys é marcada por sofrimento, e ela perde Khal Drogo. Devido à um ferimento maltratado e a magia negra de uma feiticeira, Drogo morre e volta à vida em uma espécie de estado catatônico. De quebra, Daenerys descobre que nunca mais poderá ter filhos. Em seguida vem o primeiro ápice da personagem: da pira funerária de Khal Drogo, na qual ela mesmo entra com seus ovos de dragão recebidos em seu casamento, ela renasce: além de sobreviver as chamas – ganhando assim o título de “não queimada”, os ovos eclodem e dão vida à três dragões, Drogon, Viserion e Rhaegal – nada de chamar os dragões de Dracarys Preto e etc., hein???

“Quando Daenerys Targaryen se levantou, seu dragão negro silvou, com fumaça clara saindo da boca e das narinas. Os outros dois afastaram-se dos seios e somaram suas vozes ao chamamento, com asas translúcidas abrindo-se e agitando o ar, e pela primeira vez em centenas de anos a noite ganhou vida com a música dos dragões”. (A Guerra dos Tronos)

E o sofrimento continua: Daenerys perde quase 90% do seu khalasar e é obrigada a caminhar pelo deserto escaldante até Qarth, onde o seu momento de maior destaque é a sua passagem pela Casa dos Imortais, na qual ela vê passado e futuro, algumas visões ainda não explicadas, e quase é assassinada, se não fosse pelos seus dragões – seus únicos filhos. A partir daí, Daenerys se vê em uma franca ascensão.

Quando você bate com o dedo mindinho na mesa…

Primeiro, a Nascida da Tormenta consegue um exército: os Imaculados, soldados fiéis que não temem nem a morte. Em seguida é a hora de conquistar Astapor, Yunkai e Meereen. Inclusive é nessa última cidade que ela decide instalar-se provisoriamente como Rainha, até concluir o que começou em sua jornada pelas terras do leste: libertar definitivamente todos os escravos da região.  Pena que a tarefa não é fácil: os cidadãos se rebelam, a praga atinge seu próprio exército, ela é praticamente obrigada a se casar com um nobre local para manter a paz em seu território, o ardiloso Hizdahr zo Loraq, e tem que lidar com o caos ocasionado pelo crescimento de seus dragões.

 

O que impressiona na vida dessa personagem e me faz entender porque milhões de fãs torcem por ela é a sua superação. Claro que todos os personagens das “Crônicas de Gelo e Fogo” já passaram por dificuldades, mas Daenerys bate recordes nesse quesito. Ser vendida como um objeto para um bárbaro desconhecido, perder seu marido e seu filho, nunca mais ser capaz de gerar uma criança – nem consigo imaginar a dor que uma mulher deve sentir ao ouvir isso – descobrir que seu melhor amigo e fiel escudeiro era um traidor (me refiro a Sor Jorah Mormont), se ver obrigada a trancafiar seus dragões e à casar com outro desconhecido apenas para selar um acordo de paz…e ao contrário de muitos outros personagens, Daenerys continua viva e segue em frente como uma das candidatas ao Trono de Ferro.

“- Quando voltará a ser como era? – quis saber Dany.
– Quando o sol nascer no ocidente e se puser no oriente – disse Mirri Maz Duur – Quando os mares secarem e as montanhas forem sopradas pelo vento como folhas. Quando seu ventre voltar a ganhar vida para dar à luz um filho vivo. Então, e não antes, ele regressará”.
(A Guerra dos Tronos)

Aliás, cabe uma observação pessoal, quase um palpite, na verdade: não acho que Daenerys será a Rainha dos Sete Reinos no fim da história. Inclusivo duvido que ela sequer pise em Westeros. Eis os meus motivos para pensar assim: ela quase não conhece Westeros, seu povo e seus costumes. Sua vida está intimamente ligada às terras do leste, onde cresceu e tornou-se mulher, khaleesi e posteriormente,Rainha. Quando ela libera os escravos e torna-se a “quebradora de correntes”, a Mhysa – que significa “Mãe” – ela toma para si o objetivo de continuar com esse processo abolicionista. Em Westeros não há mais escravidão, pelo menos não oficialmente, então ela não teria grandes objetivos por lá. Além disso, convenhamos: ela teve 5 livros para chegar aos Sete Reinos e não conseguiu, então não acho que será em 2 que ela desembarcará em Westeros, travará uma guerra e ainda sairá vitoriosa.

A capa do quinto livro, a “Dança dos Dragões”: Daenerys e seu “filho”, Drogon.

Daenerys não é minha personagem preferida da franquia, e confesso que suas decisões no quinto livro me irritaram, mas é inegável sua importância para a trama. E mais inquestionáveis ainda são sua força e carisma. Acho esquisito quando alguns fãs tentam desconstruir tudo que a personagem fez só porque não querem vê-la como rainha ao fim da trama – seja de Westeros ou da cidade X ou Y. Inclusive chego a pensar que a personagem sofre um pouco de preconceito: qual o problema de uma mulher tornar-se a grande vencedora do jogo de tronos? Já vemos machismo demais na trama (principalmente por ela se passar na Era Medieval), que tal não sermos leitores machistas também, hein?

“- E então o que fará, Khaleesi? – perguntou Rakharo.
– Ficarei – disse ela – Governarei. E serei uma Rainha”.
(A Tormenta de Espadas)

Escolha Stannis, torça pela Arya, vibre com o Jon, enfim, se emocione com o personagem que você quiser, mas não negue que Daenerys Targaryen é um dos grandes destaques das Crônicas de Gelo e Fogo, responsável por tornar milhões de pessoas fãs dessa obra. Enquanto não sai o sexto livro ou a 5ª temporada de “Game of Thrones”, aproveite para decorar todos os títulos de Daenerys Targaryen, Nascida da Tormenta, Primeira de seu nome…e por aí vai.

Confira outros perfis de personagens de Game of Thrones!

– Jon Snow: http://drophour.com.br/2015/06/11/perfil-jon-snow/

– Stannis Baratheon: http://drophour.com.br/2014/08/04/perfil-stannis-baratheon/

– Víbora Vermelha: http://drophour.com.br/2014/07/25/perfil-vibora-vermelha-oberyn-martell/

– Jaime Lannister: http://drophour.com.br/2015/02/24/perfil-jaime-lannister/

– Sor Jorah Mormont: http://drophour.com.br/2014/09/11/perfil-jorah-mormont/

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Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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