Crítica: Game of Thrones S07 Episódio 1: “Dragonstone”.

Finalmente o inverno chegou para os fãs de Game of Thrones! A sétima temporada da série mais popular da atualidade teve o pontapé inicial dado nesse domingo, para o alívio dos espectadores. O primeiro episódio, intitulado “Dragonstone“, nos levou de volta a Westeros e nos fez reencontrar todos os personagens principais do seriado – os que ainda estão vivos, claro. Ainda que não tenha sido um dos episódios mais criativos ou surpreendentes já feitos, ainda assim deixa uma boa impressão ao preparar o terreno para o que deve ser uma temporada ainda mais frenética e brutal.

Independente de qual seja seu personagem ou núcleo favorito em Game of Thrones, a HBO preparou algo para você em “Dragonstone”. Jon Snow – ou “o rei do norte”, como muitos preferem lembrar – Cersei, Daenerys, Arya, Sansa, até mesmo Euron Greyjoy e Samwell Tarly, que tão pouco tempo de tela tiveram na ultima temporada, tiveram espaço dentro do episódio. Essa diversidade foi o principal destaque positivo da premiere da sétima temporada: a opção por reintroduzir tantos personagens e núcleos em um mesmo episódio serviu para re-situar os fãs no contexto político e geográfico no qual a trama havia parado.

Meera teve que correr um pouquinho, mas chegou a tempo do primeiro episódio da sétima temporada.

Além desse recurso bem utilizado pelos roteiristas do episódios, alguns outros pontos positivos podem ser colocados na conta desse primeiro episodio. O núcleo da Citadela – ou Oldtown, como preferir – , por exemplo, foi o meu favorito e de longe o mais criativo apresentado em “Dragonstone”. Samwell Tarly faz um retorno nada triunfal à série – o cara continua sofrendo, coitado – mas deixou a impressão de que a chave para a resolução de eventos futuros em Westeros pode repousar em suas mãos. Além disso, um certo prisioneiro misterioso me deixou bem otimista para os próximos eventos ocorridos nesse núcleo.

Outro destaque positivo de “Dragonstone” foi a movimentação política em Porto Real. Cersei Lannister, a nova autoproclamada Rainha dos Sete Reinos, parecia carta fora do baralho antes do início da temporada. Entretanto, uma possível estranha aliança pode recolocá-la no jogo dos tronos. É claro que o plano da rainha Lannister pode ser apenas mais uma decisão ruim tomada pela personagem na trama, mas como os seus acertos costumam ser mortais aos seus inimigos, aguardemos os próximos capítulos dessa sub-trama chamada “Cersei contra o mundo”.

Vou matar uns inimigos e uns traidores… mas primeiro vamos repaginar essa casa aqui.

Infelizmente nem tudo foi uma doce manhã de verão nessa season premiere, então vamos aos pontos negativos do episódio. Em primeiro lugar, infelizmente devo destacar a participação da Arya. A garota aprontou altas confusões com os Frey e fez coisas que até os sete deuses duvidam, mas sinceramente, será que já não superamos essa história de Wader Frey e Casamento Vermelho? Ainda que os fãs dos Stark se deliciem com esses eventos, fiquei com a sensação de que o núcleo da Arya precisa desesperadamente avançar: enquanto que todos os outros lordes, reis e rainhas falam na guerra que está por vir, Arya continua presa ao enredo da terceira ou quarta temporadas.

Outro aspecto negativo diz respeito ao esperado retorno de Daenerys à Westeros. Ainda que eu aprecie a volta de um dos cenários mais bonitos da série, Dragonstone, a tão aguardada chegada de Daenerys a sua terra natal – adiada por 6 temporadas – foi curta e com pouquíssimas emoções. Daenerys e Tyrion, tão acostumados a falar e presentar os fãs com excelentes diálogos, decepcionaram na cena.

Além de alguns diálogos extensos e totalmente improdutivos – sim, estou falando de Cão de Caça e Beric Dondarrion e seu papo “porque você é o escolhido?” “não sei” – um ultimo ponto me incomodou nesse episódio: o inverno. Fala-se do inverno rigoroso que assola Westeros, foi dito diversas vezes que a estação costuma atingir brutalmente principalmente o norte, trazendo fome, morte e ruína à diversas famílias, mas a sensação que fica é que nunca vemos esse frio todo acontecer. Winterfell, a Muralha, tudo parece estar exatamente igual à época do outono. Afinal, onde está esse temido inverno? Aguardemos.

“Dragonstone” marcou o inicio da sétima e penúltima temporada de Game of Thrones. Se não foi o episódio de início de temporada mais criativo ou surpreendente da série, ao menos executou muito bem a função de lembrar aos fãs a situação política de Westeros e não indicou que alguma adaptação tosca ou sem sentido está por vir. Acompanhe a Drop Hour que continuaremos fazendo a crítica de Game of Thrones e traremos mais notícias e análises sobre a série!

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Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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