Godzilla Planeta Monstro

Godzilla Planeta Monstro | Crítica

Em 1954, quando o  Godzilla o primeiro Kaiju foi trazido à vida, como um filme que criticava o uso de bombas nucleares e os seus efeitos desconhecidos para os seres vivos, desde la muita coisa mudou. Inicialmente um inimigo da humanidade e depois um protetor dela, para se ter noção mais aprofundada sobre o que significa Godzilla. Primeiro pense que atualmente a Marvel, está entrando na sua quarta fase de filmes com exatamente 10 anos de filmes. Agora saiba que os filmes de Godzilla, também possuem fases, mas que algumas delas perduram por décadas: Shōwa  (1954–1975), Heisei (1984–1995),Millennium (1999–2004) e período atual (2016–presente) e durante todos esses filmes, o Godzilla, já foi representado, enfrentando, humanos, monstros, monstros de outros estúdios, robôs e alienígenas. Basicamente Godzilla já fez tudo o que se pode imaginar nesse mundo e é claro ja foi representado  em animações, computação gráfica, captura de movimento e agora, anime 3D.

Godzilla Planeta dos Monstros representa um mundo invadido por kaiju destruindo tudo ao seu alcance.  E também a chegada de 2 grupos de alienígenas os Exif e os Bilusaludo, que tentam combater o Godzilla junto com os terráqueos.  Após décadas dessa luta e sem ter como vencer, os humanos em 2048, embarcam na nave espacial chamado Atratrum começa uma jornada de 20 anos à procura de um novo planeta para se instalar. Eles descobrem que seu destino não é adequado para a habitação, e decidem voltar para a Terra, com um novo plano para derrotar Godzilla, o kaiju mais poderoso de todos.

Ao retornar para casa, os viajantes espaciais aprendem que enquanto apenas 20 anos se passaram durante sua jornada, vinte mil anos se passaram na Terra. O ambiente do planeta mudou, mas  Godzilla ainda é uma ameaça letal. Agora cabe a eles derrotar os monstros e recuperar seu planeta.

A história inicial está bem feita. A vida dentro da nave espacial Atratrum é bem retratada. É sombrio e desesperadora ao ponto em que os princípios básicos como a água são racionados. Todos os artigos e todos os trajes espaciais estão sujos, arranhados e mal conservados. Que ao meu ver é a forma padrão que o diretor Hiroyuki Seshita, apresenta as suas obras. Pois esse mesmo efeito de mal conservação esta presente nas obras, knights of sindonia e Blame!. Mas esses detalhes que dão profundidade a vida  realmente precária que esses humanos estão levando nesses 20 anos.

A caracterização.
Haruo Sakaki

Aqui eu encontrei um grande problema com o filme. Existe o personagem principal, Haruo Sakaki que está motivado em voltar para a Terra e matar o Godzilla e todos os outros. Os personagens, fora o protagonista não são interessante e a culpa disso é do roteiro que não se importa com eles, quer ir rapidamente para a luta mas esquece de fazer eu me importar com os guerreiros e do designer dos personagens, que são todos muito parecidos e sem desenvolvimento . O outro personagem que tem um destaque um pouco maior é o alienígena da raça Exif, que serve apenas pra empurrar o enredo pra frente e que na real para mim eu vi eles mais como elfos do que como alienígenas propriamente ditos o mesmo vale para os Bilusaludos, que se o roteiro não tivessem falado que eles eram alienígenas, duvido que alguém adivinharia.

Mas mesmo não gostando da caracterização dos personagens em geral, eu gostei das pinceladas de motivações que são apresentadas para os alienígenas. No enredo do filme, enquanto o mundo estava sendo destruído por vários kaiju, convenientemente surgem 2 raças de alienígenas que querem ajudar os humanos contra essas ameaças.

Oque achei bem forçado na historia mas posteriormente você descobre que os alienígenas estão realmente ajudando os humanos, mas em meio a isso, eles também estão tentando controlar eles. Enquanto os Exif utilizam da sua religião os Bilusaludos tentam criar um mecha Godzilla (adoro esse fan service), para ter a arma mais poderosa e poder governar a terra. Uma pena que esse plot não foi desenvolvido nesse filme, espero que voltem nele nos próximos filmes. Pois como esperado, o roteiro de Gen Urobuchi não é sobre coisas bonitinhas e bichinhos fofinhos. Quero dizer, este é o cara que escreveu Puella Madoka Magika e Fate / Zero. (Contudo, o Planeta dos Monstros não é tão deprimente quanto os outros dois.)

Mulu-Elu Galu-gu da raça Bilusaludo
Metphies da raça Exif

Godzilla tem apenas 89 minutos, e isso é um pouco curto, mesmo pelos padrões de filmes animados. Apenas se tivessem dado mais alguns minutos para a  caracterização dos personagens, teriam servido como uma pequena pausa, para o confronto frenético que estava a caminho.

Uma vez que o filme entra no trecho da luta contra o Godzilla, o ritmo torna-se implacável. (Também poderia ter feito monstros mais variados, temos apenas o Godzilla e uns pássaros estranhos. Em um filme intitulado  planeta dos monstros, ta faltando bastante monstros) A versão de anime de Godzilla é surpreendentemente eficaz e assustadora, a animação é excelente e o clima de açao e terror, são bem executadas. Durante as sequências, o enquadramento e a direção da câmera estão localizados. No entanto, como os personagens secundários não foram desenvolvidos, se eles são mortos lutando contra Godzilla, por exemplo, o impacto emocional é basicamente inexistente.

É como se os cineastas se apressassem em chegar ao confronto de Godzilla, mas também ao próximo filme desta trilogia. Em Godzilla: Planeta dos Monstros, parece que o terceiro ato está apenas começando assim que o filme está terminando. Não há fechamento suficiente para se sentir satisfatório e realmente fica um gosto de que faltou um final para esse filme.

Conclusão

Mesmo com as  queixas dos personagens rasos, a experiência geral foi boa, deixando-me com expectativas positivas para o próximo filme da trilogia. Não é uma imagem perfeita, mas foi uma prova poderosa de conceito: Godzilla funciona como um anime.

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