Crítica: “Malasartes e o duelo com a morte” é simples, divertido e gostoso de se ver.

Em uma semana na qual Planeta dos Macacos: a Guerra, Dunkirk e outros grandes filmes estão em cartaz nos cinemas, parece estranho gastar seu dinheiro no ingresso para Malasartes e o duelo com a morte. Mas eu gosto de apoiar o cinema brasileiro e a sinopse do longa me atraiu, então topei a aventura. Felizmente, fui recompensando com um filme leve, divertido e gostoso de assistir. Malasartes me conquistou com seu jeito inocente, trapalhão e cafajeste.

“Malasartes e o duelo com a morte” começou a ser filmado em 2015, mas só chegou às telonas brasileiras agora, em 2017. O filme tem direção e roteiro de Paulo Morelli. O elenco do longa conta com nomes de peso dentro do cenário nacional, como Isis Valverde (Áurea), Leandro Hassum (Esculápio) e Vera Holtz (Cortadeira). A obra conta a história de Pedro Malasartes (Jesuíta Barbosa), um jovem malandro apaixonado por Áurea. O problema é que Malasartes tem os péssimos hábitos de paquerar outras mulheres e enganar as pessoas. Mas quando o seu padrinho sombrio decide lhe propor um negócio, ele deve se mostrar ser mais esperto até do que a própria morte.

Uma fantasia gostosa de acompanhar.

Cartaz oficial do filme.

 

O filme é baseado no personagem Malasartes, figura presente no folclore brasileiro e em várias histórias em nossa cultura popular. A história do longa é simples tal qual uma cantiga popular ou uma história de cordel, e isso é uma qualidade da obra. O elenco enxuto ajuda o espectador a se apegar às personagens. A falta de complexidade da trama a torna acessível à crianças, um público que provavelmente gostará desse filme. Essa facilidade de compreensão proporcionada pelo enredo ajuda o espectador a se focar nas atuações ou nos efeitos visuais, por exemplo.

A arte no tom certo.

As cenas com as velas representando as vidas humanas são especialmente belas.

Não sou especialista em aspectos técnicos do cinema, mas sei que dá pra sentir quando a arte encaixa com o roteiro. Felizmente, esse é o caso nesse filme. O longa explora demais efeitos visuais para compor sua história, mas além disso, a fotografia do filme dá um show. Os cenários variam desde casas e praças de cidades do interior brasileiro ao próprio covil da morte. Tudo é retratado nos mínimos detalhes – como, por exemplo,  as pequenas caveiras estilizadas localizada no braço do trono da Morte. Os efeitos visuais antes mencionados surpreendem por se tratar de uma produção nacional. Obviamente o filme não é o novo “Transformers” nesse quesito, mas também são raras as cenas que sentimos que a tecnologia está muito defasada. Além disso, quase sempre o uso desse recurso é bem aplicado, auxiliando na imersão do espectador na fantasia.

Atuações ajudam o roteiro a brilhar.

Júlio Andrade oferece uma personificação assustadora e classuda da Morte.

O elenco também dá show no filme. Jesuíta Barbosa brilha como Pedro Malasartes, passando ao espectador a inocência e malandragem do personagem na medida certa. Ísis Valverde oferece a sua personagem uma aura de menina pura e apaixonada, par perfeito – ou não – para Pedro. Leandro Hassum e Vera Holtz tem pouca participação no filme, mas não decepcionam. Mas quem rouba a cena é Júlio Andrade, no papel da Morte. Júlio oferece ao espectador um vilão clássico: ardiloso, elegante, mas principalmente assustador quando necessário. Nesse quesito também destaco o figurino do filme: principalmente no núcleo sobrenatural as roupa e acessórios foram muito bem escolhidos.

Conclusão.

“Malasartes e o duelo com a morte” não é filme mais popular nos cinemas essa semana. Talvez nem seja o melhor deles. Mas com certeza vale o dinheiro do ingresso. Então vá ao seu cinema predileto – de preferência com a criançada – sente na poltrona e divirta-se com as aventuras desse herói tipicamente brasileiro. Você não vai se arrepender.

Malasartes e o duelo com a morte

A Drop Hour também conferiu “O Rastro”, outro grande lançamento do cinema nacional nesse ano. Leia nossa crítica: http://drophour.com.br/filmes-e-eseries/critica-o-rastro/

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