Crítica: Game of Thrones S07 Episódio 5: “Eastwatch”

No quinto episódio da sétima temporada, Game of Thrones aposta em uma aliança improvável baseada em um roteiro pra lá de forçado.

Mais um domingo chegou e os fãs puderam acompanhar mais um episódio de Game of Thrones. A sétima temporada da série, que vinha entregando excelentes episódios aos espectadores, infelizmente deu muitos passos para trás em qualidade. “Eastwatch” conseguiu a proeza de reunir alguns dos melhores personagens – ainda vivos – e desenvolver um enredo muito ruim para todos. Um aviso: essa crítica está recheada de SPOILERS!!!!!!!

Vamos aquecendo para o episódio 6, galera. 

Os Mortos FINALMENTE estão chegando?

“Eastwatch” foi o episódio até então da nova temporada que mais deu espaço aos White Walkers. O Rei da Noite e o exército dos mortos figuraram em grande parte dos diálogos de todos os núcleos e até mesmo puderam ser vistos. Os nossos queridos zumbis de gelo estão chegando em Eastwatch – Atalaieleste do Mar, enfim – e até o castelinho da região mereceu destaque na abertura por isso.

Essa proximidade dos White Walkers da Muralha fez com que Jon Snow e MUITOS outros personagens decidissem se mexer para enfrentá-los. Infelizmente eles não tem pessoal suficiente para fazer frente ao exército dos mortos , então decidiram bolar um plano alternativo. Estranhamente, a melhor solução encontrada foi pedir ajuda… à Cersei Lannister.

O pior plot em Game of Thrones em muitas temporadas.

White o que?

Não importa por qual ângulo você observe o plano traçado por Jon Snow e seus amigos, ele não faz sentido algum. O Rei do Norte decide apelar à rainha rancorosa que está a quilômetros dos zumbis de gelo por ajuda – ou ao menos uma trégua temporária – e seu principal argumento para convencê-la será mostrar uma dessas criaturas a ela. Como eles vão capturá-lo? Como eles não vão morrer? Como eles vão levá-lo até lá? Porque ela se convenceria? E o pior de tudo: como é que Jon Snow, Davos Seaworth, Cão de Caça, Thoros de Myr, Beric Dondarrion, todos os selvagens, Jorah Mormont e Gendry – ele voltou! – enfim, todos acharam uma ótima ideia?

Se tem de cara de roteiro forçado, cheira como roteiro forçado e late como roteiro forçado, é porque é roteiro forçado. A HBO tem algo em mente para esse encontro entre Jon Snow e os White Walkers. Um episódio de tirar o fôlego, ou talvez algumas mortes chocantes para ganhar audiência e cortar elenco. Independente do objetivo, ela agora pavimentou o caminho até o episódio de uma maneira tão estúpida que agride o bom senso do espectador.

Daenerys louca?

olha os faz inferno reunidos aí

Uma outra discussão proposta durante o episódio foi o da suposta loucura de Daenerys. Após a batalha incendiária do último episódio, a Rainha dos Dragões propõe aos soldados que se juntem a ela ou morram. Quando os lordes Tarly juram fidelidade até a morte à Cersei Lannister – porque? ótima pergunta, também não entendi  – ela decide matá-los tacando fogo neles. Aparentemente guerras são ganhas com rosas e mensagens de amor, pois Tyrion e Varys ficam chocados com a decisão de Daenerys. Esse evento ocorrido desperta várias reações negativas e reflexões do tipo “será que ela é uma boa rainha ou ela é louca que nem o pai”?

Varys chega a comparar a morte dos Tarly com o ocorrido com muitos lordes na época de Aerys. Isso me pareceu um absurdo enorme porque ele mesmo viu que as situações eram diferentes. Aerys matava qualquer um que ele julgasse estar conspirando contra seu trono. Daenerys executou inimigos em meio a uma guerra após eles terem recusado a rendição proposta. De onde está vindo tamanha rejeição à mãe de dragões?

Alguns poucos, mas bons momentos.

Sam, meu querido, PARA DE INTERROMPER A GILLY PELO AMOR DE TODOS OS DEUSES DESSA SÉRIE.

No núcleo da Citadela, Samwell finalmente decidiu tomar uma atitude enquanto que Goiva começou a descobrir um segredo de vital importância para a trama da série. Jorah Mormont reencontrou Daenerys e foi reconfortante para os nossos corações esse momento. Eu adoro o personagem e até hoje ainda shippo os dois, mesmo sabendo que não vai dar em nada.

O retorno de Gendry à série também foi positivo, a meu ver. Ainda que sua hiper-disposição de ajudar Davos e Jon Snow seja esquisita, ele trouxe consigo muitas referências ao início da série. Além disso, ele oferece uma sobrevida à casa Baratheon, uma das minhas prediletas e que, na série, havia sido aniquilada.

Sansa também me surpreendeu positivamente, mostrando um amadurecimento como personagem. Ela agora é Lady de Winterfell, e essa posição tem suas demandas. Uma delas é a aturar lordes inconvenientes. Outra é preparar exércitos para a guerra. E aparentemente outra delas é ensinar a Arya Stark como se vence uma guerra.

Conclusão.

“Eastwatch” conseguiu reunir ao menos uma dúzia de excelentes personagens de Game of Thrones e colocou-os em uma missão suicida. O enredo foi forçado de uma forma que fica difícil acreditar que algo de bom sairá dessa história. A HBO, que vinha me surpreendendo positivamente nessa temporada, parece ter dado um gigantesco passo para trás em qualidade de roteiro. É uma pena.

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About Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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