Crítica: Game of Thrones S07 Episódio 2: “Stormborn”

A sétima temporada de Game of Thrones chega ao seu segundo episódio, intitulado “Stormborn“. Após uma season premiere um tanto quanto lenta, felizmente a ação deu as caras nessa sequência. Quase todos os personagens retornaram nesse segundo episódio e quase todos os núcleo tiveram avanços consideráveis em seu enredo. “Stormborn” apresentou um nível de qualidade que há muito tempo não via na série e me fez sonhar novamente com um bom desfecho para a série.

 

Um olho no passado e outro no futuro.

Trailerzinho do episódio só para aumentar o hype de quem ainda não viu.

O que mais me agradou nesse episódio foi como o roteiro oscilou entre o passado e o futuro da série. Personagens já falecidos e episódios ocorridos em temporadas passadas foram relembrados e agradaram meu senso de nostalgia. Robert Baratheon, por exemplo, foi lembrado duas vezes, seja por seu péssimo reinado ou por sua simpatia como pessoa. O famigerado Casamento Vermelho e até a morte de Jeor Mormont também foram mencionados nesse episódio. Gosto dessa estratégia porque aproxima a série do que são os livros de George Martin: as pessoas e eventos passados influenciam diretamente o presente e futuro. Esse episódio inclusive deve ter batido recorde de retorno de personagens coadjuvantes na trama. Não darei spoilers de quem são esses personagens que retornaram, mas tenho certeza de que eles abriram sorrisos no rosto de muitos espectadores.

Ao mesmo tempo, a série finalmente moveu o enredo em direção ao futuro. Não tivemos apenas reuniões e diálogos improdutivos dessa vez. Planos de guerra foram traçados e colocados em prática; alianças foram forjadas com sangue; até Missandei e Verme Cinzento pararam de enrolação. Destaco principalmente o núcleo de Daenerys nesse quesito: após tantas frases de efeito e menções intermináveis ao número de imaculados e dragões que ela possui, é bom ver algo realmente acontecendo no campo de batalha.

 

Negociações e diálogos interessantes.

Parece que finalmente estão tentando vencer uma guerra por aqui.

Tywin Lannister uma vez disse que guerras são ganhas com penas. Parece que Jaime e Cersei ouviram atentamente a essa lição e começaram a tentar ganhar a sua. Enquanto Cersei convidou os lordes a sua causa, Jaime começou a se mostrar um negociador mais habilidoso do que de costume – parece que a falta da mão direita ativou alguns neurônios a mais no Regicida. Destaco positivamente a participação de Randyll Tarly, um dos lordes mais importantes ainda vivos no quinto livro e que merecia ganhar mais destaque nesse momento da série.

Outra cena que se destacou positivamente, a meu ver, pelos diálogos envolveu Daenerys e o misterioso Varys. Finalmente pudemos entender a quem realmente serve o Eunuco e a cena não poderia ter sido melhor escrita. O núcleo da mãe dos dragões inclusive esbanjou boas sequências, com direito a um retorno inesperado e um conclave com muitas casas. Inclusive a fala “Seja um dragão” tornou-se uma das minha favoritas da série a partir de hoje.

 

O Rei e a Rainha do Norte.

O apelido de Lorde Baelish devia “chatinho”, porque meu Deus…

No núcleo de Jon Snow, a série nos ofereceu uma espécie de flashback da história de Robb. Jon parece estar se encaminhando para um destino trágico tal qual seu meio-irmão – ou primo – e a traição pode ser mais cruel do que se esperava no início da temporada. Aqui infelizmente cabe um destaque negativo ao episódio: a cena de Jon com Mindinho foi completamente desnecessária. A impressão que ficou é que o diálogo tinha a única função de nos lembrar o quanto Lorde Baelish é chato. E se esse foi realmente o objetivo, parabéns, conseguiram.

 

Matamos a saudade das batalhas

Rapaz… isso vai dar uma merda

Após muita conversa, ameaças e cenas de sexo, finalmente tivemos uma cena de batalha em Game of Thrones. E dessa vez os espectadores foram presentados com uma sequência incomum na série: uma batalha naval! Não darei mais spoilers sobre como se desenrola o combate ou o desfecho dele, mas a ação foi de tirar o fôlego e com certeza deixou os fãs bem ansiosos para saber o que acontecerá depois desse combate sangrento.

“Stormborn” subiu o nível de Game of Thrones a um patamar que há muito tempo não era visto no seriado. Seja através de alianças seladas, planos de guerra forjados e colocados em prática ou de uma emocionante batalha naval, sentimos que o enredo avançou em diversos pontos e que a grande guerra da qual tanto se fala em Westeros realmente começou.

Quer acompanhar mais notícias, críticas e artigos de opinião sobre Game of Thrones? Então não deixe de curtir o nosso twitter e também a nossa fanpage! É só clicar aqui: https://www.facebook.com/realdrophour/  

Já viu a edição de colecionador ilustrada do livro “A Guerra dos Tronos”? Ela está linda e pode ser sua! Confira a oferta da Amazon: http://amzn.to/2tCGdOK

 

 

 

 

Facebook Comments

About Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

View all posts by Lucas Bastos →

One Comment on “Crítica: Game of Thrones S07 Episódio 2: “Stormborn””

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *