Crítica: Castlevania da Netflix: Quase tudo que se espera de uma adaptação.

Ficamos alegres quando foi confirmado que a Netflix estava preparando uma série animada de Castlevania. Uma das sagas de jogos mais antigas e queridas. Quando o produtor Adi Shankar, confirmou que seria inspirado pelo jogo Castlevania III de Nes. Bem, quase sem perceber, chegou hoje dia 7 de julho a primeira temporada de Castlevania, que pode ser apreciado na Netflix. Por enquanto, só temos 4 episódios de +/- 25  minutos, mas o suficiente para nos deixar querendo mais.

Como no jogo original, a história é estrelado por Trevor Belmont. Ultimo descendente de uma longa linhagem de caçadores de vampiros que anda desmotivado pela forma como sua família foi “banida”, apesar de ter dado tudo pela vida dos humana. No entanto, deve dar o melhor para deter a ameaça de Drácula, que deseja vingança, causada pela execução de sua esposa, matando todos os habitantes da região da Valáquia.

Esta primeira temporada de Castlevania dedica boa parte de seus 4 episódios para introduzir os diferentes personagens. Além dos já mencionados Trevor e Drácula, encontramos outros personagens igualmente icônicas do jogo original. Como a speakers Sypha e o vampiro Alucard. Não vamos entrar em mais detalhes sobre os relacionamento dos personagens, se você não sabe a história e prefere descobrir por si só. Mas certamente me convenceu a forma que a historia foi amarrada, criando uma atmosfera enigmática e interessante.

Embora o detonador da trama seja o desejo de vingança de Drácula. A história explora o aspecto da culpa dos homens por terem causado este inferno na Terra. Em particular, a Igreja desempenha um papel crucial, com seus bispos corruptos e fechados (lembre-se que a história se passa no século XV), perseguiram em ver Satanás em tudo para ficar longe de sua linha de pensamento.

Na verdade, é interessante ver como as diferentes facções entre Trevor Belmont, a Igreja, as “pessoas comuns” e os Speakers, uma ordem dedicada à transferência da cultura oral e uso de magia. Pode-se dizer que nesta primeira temporada, os homens são mais importantes do que os monstros … E quase dizer que eles também são mais formidável.

No entanto, não se preocupe, você vai ter seres demoníacos e violência aqui e ali. A partir dos primeiros momentos da série, que lembra a lenda de Vlad o Empalador, aos ataques de demônios e por fim o Drácula .  Castlevania sendo apresentado como anime, nao demonstra nenhum problema com o show de desmembramento, amputamentos e até mesmo matando crianças de maneira mais assustadora. Não que Gore seja abundante na maioria das filmagens, mas aparece descaradamente quando ele tem que ter.

Quanto ao “bestiário”, encontramos  hordas de demônios e os próprios vampiros, assim como algum outro monstro, que nos lembra a forma eclética da série. Você mistura mitologias em uma saga de vampiros? E porque não? Em qualquer caso, como iremos notar que estas primeiras temporada têm mais diálogo do que ação.

Não tenho problema quanto a animação ou ao  design de personagens, são bem usuais no anime. Embora seja verdade que a respeita da Netflix, sempre tenha muitas expectativas sobre a animação. Tenho que dizer que tive um certa estranheza com a fluência de algumas cenas de lutas. Possuíam pouca coreografia e pareciam travadas quando vistas com atenção.

Outro aspecto que não me convenceu é a personalidade que foi dada a Trevor Belmont, talvez seja o arquétipo da série: o  personagem distante e com um  passando complicado, mas no fundo sabe que ele está destinado a ser um herói. Pessoalmente, teria gostado um pouco mais de um caráter mais serio. De fato, tanto Sypha como a própria Alucard tem um sentido de urgência maior. O mesmo se aplica a Drácula, cuja sede de vingança é bem explicada e quase da vontade de torcer para ele.

Em suma, essa temporada de Castlevania reuniu as nossas expectativas e, apesar de não trazer nada de revolucionário entregou um bom material. Não entregou  uma série com a melhor animação, mesmo com a curta duração, tanto em tempo de tela quanto em episódios. Mas Tendo a sua própria personalidade e fornece mais camadas à história original com um argumento onde a vingança, a miséria humana e traição estão sempre juntas. Tudo isso graças ao bom trabalho do escritor Warren Ellis. Que é conhecido pelo seu olhar para personagens clássicos. Dar-lhes uma espécie de “reset” (aí temos Iron Man: Extremis ou Doutor Estranho: Renaissance). Nós estávamos ansiosos para ver como essa história termina.

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