Um pouco sobre a série Tales e minha experiência

Conheça a franquia que já tem mais de 20 anos e cada vez mais busca um espaço no ocidente!

 

Meu primeiro contato com os jogos da franquia Tales foi em 2008, logo após assistir o anime de um dos mais famosos jogos da série, Tales of Symphonia. Fui convencida a jogar com a proposta de um jogo com muitas características de anime, o que não estava errado, porém, o entretenimento se tornou algo muito mais especial quando joguei Tales of the Abyss, uma das poucas opções de Tales disponíveis em inglês para o PlayStation 2, e foi com ele que gastei cerca de 60 horas de minha vida na jornada de herói protagonizada por Luke fon Fabre durante meu tempo do não tão bom ensino médio. Apesar de ter finalizado outros jogos antes, o que me prendeu no jogo foi a sensação de evolução dos personagens fluindo naturalmente; realmente parecia um anime. Todos os 6 personagens do grupo e até mesmo os não jogáveis tinham características e personalidades únicas e me foi possível me aproximar e sentir os conflitos enfrentados por cada um.

Tales of the Abyss, uma das principais portas de entrada para a franquia.

Passando para o segundo Tales que tive a oportunidade de jogar, Tales of Legendia, a experiência conseguiu ser ainda melhor. Apesar do ritmo lento que persiste até o fim do jogo, Tales of Legendia se tornou não só meu Tales favorito como também meu jogo favorito de maneira geral. Dividido em 3 atos, sendo o terceiro dividido em mini episódios para cada personagem secundário da equipe, o jogo pareceu se focar mais nos personagens que na história, o que pra mim não foi problema algum, pois se tornou prazeroso continuar a jornada com um grupo qual eu me sentia confortável. Foi então que eu me apaixonei pela série e procurei por outros jogos,  até mesmo por aqueles que não tiveram tradução oficial no ocidente e me peguei jogando com o script em texto ligado no notebook ligado enquanto jogava no PlayStation 2.

Outro aspecto divertido na franquia foi a jogabilidade nas batalhas. Desde o primeiro jogo, Tales of Phantasia (1995), as lutas ocorrem em tempo real enquanto o jogador controla apenas um dos personagens. Até Tales of Symphonia os jogos da franquia possuíam um sistema de batalha linear, até que foi evoluindo para um sistema de batalha 3D (que se mantem até hoje). Mesmo os aspectos de gráficos e gameplay evoluindo para se adequar aos jogos modernos os traços dos personagens continuam parecidos com anime até os dias de hoje, mantendo a essência da franquia.

Os jogos da franquia Tales não são muito complicados e quase tudo pode ser resolvido apenas treinando os seus personagens para facilitar a luta com os chefes. No geral são jogos que você precisa sentir simpatia pelos personagens e se interessar por eles. A franquia como um todo te permite jogar com calma e explorar conforme sua vontade ou simplesmente avançar para os objetivos (que inclusive ficam escritos para onde você deve ir sem nenhum mistério). Você não precisa quebrar a cabeça para avançar e pode jogar mesmo depois de um dia cansativo apertando apenas um botão para lutar. São jogos que você evolui como se estivesse assistindo uma história. Tudo isso fazem com que os jogos da franquia, ao meu ver, sejam muito divertidos.

Tales of Berseria, a última aposta da franquia.

Apesar de ser uma franquia grande (não só pela quantidade de jogos lançados até agora, mas também pela popularidade entre o nicho) comparar Tales com outras franquias de JRPG é complicado. No ocidente a franquia não teve muito espaço para crescer durante muito tempo por conta da quantidade considerável de jogos que não foram lançados em momentos oportunos (como Tales of Destiny remake, por exemplo) e só os primeiros e alguns gatos pingados que apareceram em consoles aleatórios dificultaram o crescimento da fanbase. Isto é, apesar de quase todos  os jogos terem recebido alguma versão para os consoles da Sony, o ocidente recebeu versões em inglês de Tales of Symphonia (e sua continuação) para GameCube, mas não no PS2 (mas posteriormente foi lançado uma remasterização pra Steam e PS3 que saíram no ocidente), Vesperia saiu apenas para Xbox 360 (e a versão com conteúdo adicional exclusiva para PlayStation 3 não saiu no ocidente), Destiny saiu para PlayStation, mas seu remake com conteúdo adicional não saiu para PlayStation 2 por aqui, etc. Além disso ainda existem jogos da franquia que ainda não viram a luz no ocidente de forma nenhuma oficial, como Rebirth, Destiny 2 e Innocence.

Felizmente, a Bandai Namco parece ter voltado a investir no ocidente desde Tales of Graces f (lançado no Japão no final de 2010 e aparecendo no ocidente em 2012) e com o passar dos anos não só os jogos passaram a ser lançados também na Steam como também recebemos legendas em português nos dois últimos jogos da série. Admito que quando comecei a me envolver com a franquia nunca conseguiria acreditar que um dia os jogos sairiam regularmente e também na minha língua nativa. Eu sinceramente fico muito feliz com o rumo que a série tomou no ocidente e torço para que mais pessoas possam se divertir tanto quanto eu fui com essa série tão especial para mim.

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