Pokémania: por que ainda temos que pegar todos eles?

Mais de 20 anos depois, Pokémon se mantém relevante e continua conquistando novos fãs.

Em fevereiro de 1996 os dois primeiros jogos da franquia Pokémon chegavam ao mercado japonês: Red e Green. Em 1998, foi a vez de Red e Blue serem lançados no Ocidente. Especialmente a partir da chegada dessas duas  versões deu-se início a uma febre mundial. Uma verdadeira “Pokémania” contagiaria milhões de crianças pelo mundo. Uma epidemia para a qual, aparentemente, ainda não se encontrou cura.

Em novembro de 2017, mais de 22 anos após a estreia dos monstrinhos de bolso, a popularidade da franquia ainda se sustenta. O 20º filme de Pokémon – intitulado “Eu escolho você!” – foi exibido em diversos cinemas pelo mundo, inclusive no Brasil. A marca de 300 milhões de cópias vendidas (contando todos os jogos já lançados da franquia) também foi batida nesse período. Um evento especial realizado em “Pokémon GO” mobilizou jogadores pelo mundo que conseguiram capturar mais de 3 BILHÕES de monstrinhos. Números impressionantes aliados à profusão de crianças, adolescente e adultos que conhecem, gostam e exibem sua afinidade pela franquia levanta uma pergunta: qual o segredo por trás desse sucesso?

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Três palavras e uma única missão

Acredito que não exista uma resposta simples para essa questão. Entretanto, penso que existem sim alguns caminhos que podem nos ajudar a entender esse fenômeno de popularidade. O primeiro deles é o conceito central da franquia: a missão de capturar todos os Pokémon. Os jogos, desde sua concepção, brincam com o colecionismo e estimula isso nos jogadores. No início, eram 151 criaturas disponíveis e o seu objetivo era encontrar e “pegar” todas elas. A missão tornou-se ainda mais difícil com o passar dos anos: ao fim da sétima geração dos games, são mais de 800 monstrinhos existentes. Além disso, alguns deles apresentam variantes de cor ou estilo, o que multiplica o desafio. Colecionar é um hábito tão viciante que por vezes torna-se um chamado ao dever explorar os jogos até encontrar o Pokémon que falta para fechar a sua coleção.

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Um universo bastante expandido

Mas não só de jogos vive Pokémon e é por aí que podemos encontrar mais indícios que explicam o seu persistente sucesso. A franquia conta com um universo de produtos e presença em mídias diferentes que faz com que diversos públicos permaneçam em contato com ela. Se você não é fã dos jogos de videogame, pode assistir o anime. Se não gosta dos personagens do desenho, pode acompanhar a história dos mangás. Se nada disso te atrai, talvez a oportunidade de capturar seus Pokémon favorito com o seu celular em sua cidade te interesse. Esse sucesso mundial é alimentado por uma enxurrada de produtos oficiais – e piratas também, claro. Chaveiros, pelúcias, bonés, camisas, mochilas, esses e outros itens são comercializados e usados diariamente por fãs e simpatizantes.

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Em constante evolução

Um terceiro fator que ajuda a explicar a longevidade de Pokémon é a sua capacidade de se reinventar. Em diversos momentos da história dos jogos, alguns fãs – e me incluo aqui nesse grupo – pensaram que a franquia pudesse ter chegado a uma certa estagnação. E quando isso acontece, alguém balança a roseira e novas ideias caem em nosso colo. Não apenas novos monstrinhos são criados, mas novos conceitos também. As Mega Evoluções, por exemplo, não apenas mudaram o sistema de batalhas do jogo, mas introduziram novas formas a personagens consagrados (o Mega Charizard, por exemplo, tornou-se um sucesso entre jovens e velhos fãs). A oportunidade de explorar nosso próprio mundo com um celular e capturar Pikachu e seus amigos também renovou o vínculo dos pokemaníacos. Novos filmes e temporadas são adicionadas constantemente, assim como novos conteúdos disponíveis pelo Youtube, que exploram o universo de Pokémon contando outras histórias.

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Conclusão

A Pokémania que atingiu o mundo no fim dos anos 1990 continua viva. Sob novas formas, aproveitando-se dos avanços tecnológicos à disposição, mas ainda baseada na mesma velha e viciante premissa de “temos que pegar todos eles”, Pokémon continua desafiando a passagem do tempo e colecionando fãs de diferentes gerações. E que venham mais 20 e tantos anos de sucesso!

 

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About Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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