Perfil: King Bradley, o Führer de Fullmetal Alchemist.

Fullmetal Alchemist é uma verdadeira máquina de produzir personagens épicos. Há anos eu desisti da tarefa de eleger apenas 1 como meu favorito. Hoje tenho dificuldade até de fazer um top 5: sempre acabo deixando alguém importante de fora. Mas especialmente hoje peço licença – e desculpas – a todos os outros para poder me focar em um cara que considero um coadjuvante de luxo para o mangá: o Führer King Bradley.

Aí você encontra esse moço em um beco escuro no meio da noite: o que você faz?

A origem do jovem Führer.

King Bradley é o típico sujeito destinado à grandeza. Literalmente. Criado pelos líderes do Exército de Amestris  junto com diversos outros bebês órfãos, o ainda anônimo rapaz recebeu um treinamento especial em artes marciais e esgrima. Além disso, também teve auas de antropologia, história, táticas de guerra, etc. O intuito de tal educação especial era preparar um desses garotos para ser o novo líder político do país. O toque final era uma rápida e violenta injeção de Pedra Filosofal nos candidatos. O objetivo? Torná-los humanos aprimorados, ou seja, Homúnculos. O candidato número 12 foi o único que resistiu a essa última etapa: todos os outros sucumbiram. Ao sobrevivente foi dado o nome de King Bradley e o destino de liderar a nação.

King Bradley após o procedimento que o transformou em Homúnculo.

King Bradley: pré-destinado á glória.

Não foi apenas um futuro promissor que King Bradley recebeu de bandeja em sua vida. Uma carreira militar, riqueza, bons antecedentes, autoridade inquestionável e até mesmo um filho. Pelo menos a sua mulher ele teve o direito de escolher e disso ele se orgulha publicamente. Mas os seus maiores “presentes”foram seus olhos supremos: Sua visão consegue enxergar tudo ao seu redor nos mínimos detalhes e em uma espécie de câmera lenta, garantindo a ele uma precisão sobre-humana e uma habilidade ímpar de esquiva.

Que homunculão da p#%$&!

Os fãs que acompanharam o primeiro anime provavelmente conhecem esse personagem pela alcunha de “Orgulho”. Apesar de não achar a atribuição desse pecado capital ao Führer de todo ruim, prefiro a obra original. No mangá ele é o “Ira”, e como este nome cai bem a ele. É perceptível durante o desenrolar da trama como King Bradley se ressente de não ter controle algum sobre sua vida. Todos os seus passos são ditados pelo ambicioso “Pai” dos Homúnculos. Nem mesmo dentro de casa ele não consegue ter uma vida normal, já que seu próprio filho é um homúnculo que constantemente lhe dá ordens.

Eles deveriam ganhar um Oscar por essa atuação, não é?

King Bradley: silencioso e letal.

Mas King Bradley não é famoso por demonstrar sua ira através de palavras, e sim por gestos. Ou melhor: espadas. O Führer é um exímio combatente com sabres de esgrima, chegando a utilizar até mesmo 5 (!) simultaneamente. O resultado disso? Carnificina. Nunca fiz a estatística oficial, mas acredito que a conta seja mais ou menos essa: o maior responsável por óbitos dentro do mangá é ele, e praticamente toda luta na qual ele está presente resulta na morte ou aleijamento de algum personagem importante da trama.

Valeu Buccaner, aquele abraço.

 

Considero-o um dos personagens mais interessantes de Fullmetal Alchemist pelo seu estilo próprio e único. Um leal soldado, frio e calculista, de frases impactantes e movimentos letais. Poucos são os personagens capazes de carregar aquela tensão de “ihhh, agora ferrou” quando aparecem no meio da luta, e King Bradley é mestre nisso. Dificilmente uma aparição sua não é digna de nota: seja com discursos ou cortes afiados, o Führer sempre marca presença na vida de todos os Amestrinos.

Valeu Isaac, aquele abraço.

Mais interessante até do que o próprio grande vilão da trama, King Bradley para mim é, até hoje, um símbolo de grande antagonista, pois é carismático, cruel e muito, mas muito letal. Aliás, sustento a teoria de que se o Ed tivesse lutado contra ele, teríamos um final bem diferente para a trama. Mas já que não aconteceu, só cabe a nós reler – ou rever – os grandes momentos desse personagem que marcou a minha vida e a de muitos fãs de Fullmetal Alchemist.

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Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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