Opinião: Top 5 melhores mangás (do Luklab)

“A lista é minha e eu faço o que quiser com ela”

Fala galera! 2016 tá aí e ÓBVIO que vou continuar a escrever os meus Top 5 polêmicos e muitas vezes sem nexo algum. O de hoje é sobre mangás, e já deixo registrado o convite (ou desafio, encarem como quiser) aos outros colunistas do site: se quiserem fazer suas listas, é só escrever e depois a gente compara. Deixo o mesmo convite para você também, leitor: é só mandar os seus preferidos pelos comentários do texto!

Para selecionar os 5 melhores mangás que eu já li, optei por quatro critérios. Estes são: história, personagens, arte e potencial de releitura. Os três primeiros são bem fáceis de entender, mas sobre o quarto é preciso fazer uma observação. Com “potencial de releitura” eu me refiro à capacidade que o mangá tem de me fazer revisitá-lo, a fim de acompanhar novamente o enredo, me divertir com as piadas, curtir novamente as personagens, etc. Uma última observação: esses são os cinco melhores MANGÁS, não animes. Não estarei analisando as animações baseadas nessas mesmas obras, ok?

Sem mais delongas, vamos á lista:

5 – Vitamin

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Vitamin extrapola os limites de suas páginas. Mais do que uma história em quadrinhos, é uma verdadeira aula à qual fico agradecido por ter tido. Ao decorrer dessa curta obra (no Brasil ela foi publicada em volume único, de tão sucinta), temos a oportunidade de aprender sobre bullying, cultura do estupro, estresse pós-traumático e superação. O mangá conta a historia de uma colegial japonesa que é obrigada a fazer sexo com o namorado dentro de sua escola. Quando ambos são flagrados pelos colegas, a vida da menina torna-se um verdadeiro inferno. Tortura psicológica e física, violência e a falta de apoio familiar e do próprio colégio fazem com que a protagonista chegue muito perto de desistir de viver, mas felizmente ela encontra algo que a faz querer dar a volta por cima. Tiro meu chapéu para a autora, Keiko Suenobu, que tratou desses difíceis temas com sinceridade e franqueza, sem fugir da raia e nem suavizar o caminho tortuoso pelo qual uma vítima de estupro é obrigada a passar.

4 – Planetes

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Vocês gostam de mangás compostos de personagens divertidos, discussões existenciais, debates sobre elementos do cotidiano e uma pitadinha de humor? Então leia Planetes, tipo, agora mesmo. “Planetes” se passa em um futuro no qual a humanidade extrapolou as fronteiras da terra e agora desvenda o espaço. Mas mesmo em outros planetas e corpos celestes a raça humana mantém seus principais problemas: poluição, guerras, destruição da natureza, preconceitos e falta de respeito com o próximo. A maioria dos episódios gira em torno da tripulação de uma pequena nave espacial cuja missão é recolher o lixo da humanidade: satélites velhos, destroços de outras naves antigas, etc. A trama do mangá se desenvolve através de pequenas histórias, algumas delas fechadas no próprio capítulo, o que torna a leitura gostosa e nem um pouco cansativa. Gostei muito da arte de Planetes pois ela intercala ambientes, equipamentos e uniformes bem detalhados com a imensidão do vazio espacial, criando contrastes visuais bem bacanas.

3 – Shigatsu Wa Kimi no Uso

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Lindo. Poderia ficar aqui percorrendo o dicionário todo, gastando meu vocabulário, destilando predicados e ainda não acharia um adjetivo melhor para “Shigatsu Wa Kimi no Uso” do que lindo. A história gira em torno de Arima Kousei, um talentoso jovem pianista que, quando sua mãe (e professora) morre, acaba perdendo a capacidade de ouvir o som de seu instrumento. Sua vida perde o sentido e torna-se incolor, até que ele encontra uma violinista chamada Kaori Miyazono, que com sua alegria de viver aos poucos vai fazendo o mundo de Kousei se tornar colorido.

Shigatsu é maravilhoso pois trata de temas como depressão, destino, amor, vida e morte com tanta delicadeza e poesia que torna-se impossível segurar o choro em alguns momentos. Tirando um único personagem, todos os protagonistas e até os coadjuvantes são excelentes, pessoas com sentimentos reais, sofrimentos humanos e dotados de um carisma impressionantes. A relação entre Kaori e Kousei é desenvolvida de maneira tão bela que eles tornaram-se um dos meus casais preferidos da ficção. A arte, apesar de bem simples,  é capas de dar alguns bons socos no estômago do leitor quando necessário.

2 – Death Note

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O primeiro grande clássico aparece na lista. “Death Note” caiu nas graças do público, até mesmo no ocidente, e tornou-se um verdadeiro ícone dos mangás na última década. Os embates entre Light (Raito, Kira, whatever), com seu caderno da morte e L, o detetive excêntrico e genial, foram muito além dos papéis clássicos de vilões e heróis ou dos duelos típicos entre protagonista e antagonista. Kira x L é um verdadeiro debate ético: o que é justiça? Se você tivesse a chance de matar criminosos apenas escrevendo seus nomes, você o faria? Será que alguém tem o direito de decidir quem é bom e quem é mal? Além de um enredo fantástico lotado dos melhores plot-twists que já li (e se você já leu sabe do que to falando), a arte do Obata é simplesmente sensacional. Nem preciso falar sobre o quesito personagens, né? L e Light, por si só já carregam o mangá nas costas, cada um com uma construção psicológica tão bem feita que por vezes fico na dúvida de qual merecia mais ganhar esse confronto.

1 – Fullmetal Alchemist

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Ok, um shonen bem típico, com magia e porradinha, no topo da lista é um pouco cliché, admito. Mas Fullmetal Alchemist tem um lugar especial no meu coração que nenhum outro mangá conseguiu ocupar. Ele foi o primeiro mangá que realmente me prendeu e que acabou me inserindo nesse mundo. Se FMA não é o melhor em nenhum dos atributos que escolhi como critérios, posso dizer com segurança que ele é excelente em todos. História interessante e até certo ponto original? Sim. Personagens fantásticos? Ed, Mustang, King Bradley e outros me obrigam a dizer que sim. Arte? Sou muito fã do traço da Arakawa, então check! Potencial pra releitura? Bom, considerando que já reli alguns capítulos mais de 30 vezes (literalmente), acho que realmente me sinto tentado a voltar a ler Fullmetal Alchemist né?

Essa foi a minha lista, pessoal. Fica mais uma vez o convite para que você, nosso fiel leitor e fã de mangás, diga quais são os seus mangás preferidos. Abraços!

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Lucas Bastos

Mestre em Comunicação, 7,8 na escala Nerd, fã obsessivo de FMA, Marvel fanboy e defensor da tese de que George Martin é melhor que Tolkien.

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