12 cenas marcantes de “Game of Thrones”

“Uma lista recheada de boas atuações, mortes e lágrimas”

Game of Thrones é uma das séries mais populares na atualidade. Com recordes de audiência, cifras bilionárias, zilhões de fãs, a série está sempre nas rodinhas de conversa do público geek, mesmo que às vezes o tom seja crítico. Ainda que se possa fazer diversas ressalvas à famosa da adaptação da HBO para As Crônicas de Gelo e Fogo, é inegável que o seriado é riquíssimo em cenas marcantes, seja pelas reviravoltas retratadas, pela bela atuação do seu talentoso elenco ou pelo conjunto da obra, já que a produção quase sempre é impecável com os figurinos, as locações, etc. Repassando mentalmente os episódios de maneira bem rápida, já fui capaz de encontrar pelo menos umas trinta cenas brilhantes. Mas para o texto não ficar cansativo, selecionei apenas 12 para compôr essa lista.

Sem mais delongas, que tal relembrarmos 12 cenas bem marcantes de Game of Thrones? Ordenei as cenas por temporadas e nem preciso dizer que essa lista aqui estará recheada de Spoilers, certo? Vem comigo então:

Ou você vence ou você morre.

Uma das frases mais famosas de Game of Thrones. Uma das cenas mais marcantes também. Uma das maiores burrices da história também. Tudo em um só pacote. Ned Stark, em sua suprema piedade (ou ignorância?) descobre a verdade sobre Cersei, Jaime e seus filhos bastardos e decide… ir correndo contar para ela. Ele oferece a ela um conselho: sair de Westeros e fugir da ira de Robert Baratheon. Ela lhe oferece uma verdade em troca: quando você joga o jogo dos tronos, ou você vence, ou você morre. Não há meio termo para ninguém. Uma lição para todos os personagens do livro. Essa cena, aliás, tem uma das sequências de diálogos mais bonitas de toda a série. Também destaco de maneira positiva a atuação de Lena Headey, interpretando uma calma e ameaçadora Cersei Lannister, segura de si e que não se sente nem um pouco culpada pelo que já fez ou pelo que ainda virá a fazer.  Vale muito a pena assistir.

O julgamento de Ned Stark

A gente achou que isso ia acabar bem…só achou mesmo

Ned Stark, ao meu ver, é a grade estrela da primeira temporada de Game of Thrones e o personagem que realmente faz a trama toda andar. Sempre brinco que considero Ned uma espécie de “Capitão América de Westeros”: justo, ético, correto, bom moço por excelência, o senhor de Winterfell e mão do rei de Robert Baratheon é o um homem honesto em um mundo desonesto. Ele não sabe jogar o jogo dos tronos, então o que acontece com ele? Morre. Nessa cena – para quem não leu o livro, claro – houve um breve momento no qual realmente achamos que tudo poderia dar certo. Ned seria enviado para a Muralha e poderia até encontrar com Jon Snow, olha que legal? Ou quem sabe alguém aparecia e o salvaria dessa confusão toda! Mas o que houve, na verdade, foi aquilo que George Martin mais gosta: esperanças e sonhos destruídos. Ned Stark perde a cabeça e Westeros perde um dos poucos homens justos e leais que ainda tinha. E nós perdemos um puta personagem. É uma pena.

Legados e lições de história

Tenho muitas críticas à Game of Thrones, mas o mérito por uma adaptação eu nunca hei de tirar da HBO: a decisão de colocar Arya Stark e Tywin Lannister para contracenarem juntos foi brilhante e proporcionou algumas das melhores conversas do seriado. Tywin, um veterano de muitas batalhas e mente brilhante responsável por outras dezenas de planos, começa a ser servido por Arya Stark, uma jovem menina que apesar da idade e fragilidade já conheceu a morte de perto. Ela quer a sua morte, mas como não é possível concretizar seu objetivo tão rapidamente, ela decide aprender sobre seu inimigo e também as lições que o próprio ensina. Nesse diálogo, temos de tudo um pouco: lições de história (complementadas por Arya que não deixa Tywin se esquecer das conquistadoras Targaryen), reflexões sobre o significado de um legado e lembranças carinhosas de Ned Stark. E claro, tudo com um show de atuação de Charles Dance e Maisie Williams.

Um Lannister sempre paga as suas dívidas

Tyrion é um dos personagens mais agraciados em Game of Thrones com ótimas cenas e Peter Dinkage ainda contribui em muito com suas atuações, fazendo com que o anão apareça algumas vezes nessa lista. Essa cena contém uma das frases mais legais de Game of Thrones e um dos momentos mais tensos da relação entre Tyrion e Cersei. Havia muitos desfechos possíveis para esse confronto, mas certamente esse foi o mais badass. Tyrion ameça sua irmã e deixa uma eterna dúvida na cabeça dela: quando ele pagará essa dívida? E como ele quitará seus débitos? Conhecendo os Lannister, ela sabe que provavelmente essa dívida será paga com sangue, mas em qual momento isso vai acontecer? Aliás, nós também ficamos essa pergunta na cabeça e até hoje é gostoso pensar que talvez ainda reste alguns trocados para serem acertados nessa história…

A “confissão” de Jaime Lannister

Jaime Lannister figurava na lista de personagens mais odiados de Game of Thrones até a terceira temporada. Essa cena começa a mudar um pouco o jogo a favor do cavaleiro desonrado. Ferido gravemente, cansado de sua jornada de fugitivo ao lado de Brienne de Tarth, pessimista com seu futuro, já que a única coisa na qual era bom eram as lutas e agora ele teria de abandoná-las, Jaime acaba reavivando memórias antigas e conta detalhes sobre o dia no qual ganhou a alcunha de Regicida. Nikolaj Coster Waldau também dá um show ao interpretar um Jaime amargurado e frustrado por ter sido injustiçado durante tantos anos por uma decisão tomada em um momento no qual não havia um caminho fácil a ser tomado. A cena é quase um monólogo rancoroso de Jaime, mas certamente merece ser acompanhada com atenção pois nos dá as bases para entender parte da cabeça complexa do personagem.

O Casamento Vermelho

O que ainda pode ser dito de novo sobre essa cena? Talvez ela seja o evento mais famoso de Game of Thrones, responsável por anúncios desesperados de muitos fãs de que jamais voltariam a ver a série – o que sabemos que não aconteceu, na real. Justamente por essa cena ser tão famosa e frequentemente lembrada e debatida, qualquer tipo de nova análise é difícil, mas vou me esforçar aqui para trazer algo novo sobre ela: a minha sensação ao assisti-la. Eu já sabia dos eventos que ocorreriam – li todos os livros antes de assistir um episódio sequer da série – mas ainda assim, AINDA ASSIM, a cena é chocante demais. Quando “Rains of Castamere” começou a tocar, lembro que me arrepiei. A expressão de Roose Bolton para Catelyn Stark, dizendo com os olhos “você perdeu”, é a primeira faca em nosso coração. Quando os outros golpes são desferidos, esses reais, com facas e flechas, já estamos morrendo por dentro. E quando achamos que talvez, e apenas talvez, ainda tenha algum desfecho positivo nessa tragédia toda, Roose Bolton dá fim a qualquer tipo de negociação. Os Stark perdem a guerra dos cinco reis não no campo de batalha, mas em um casamento.

O Casamento Roxo (ou o momento no qual todos gritamos AEEEEEEEE)

Esse casamento, ao contrário do anterior, foi um dos mais comemorados pelos fãs da série. A cena toda é angustiante: Joffrey Baratheon, em sua suprema crueldade e burrice, promove uma série de humilhações ao seu tio, Tyrion Lannister, provando que é sempre um erro deixar um homem perverso subir ao poder, mas ainda é um erro maior ainda permitir que um homem perverso E burro faça isso. Joffrey acaba pagando pelos seus pecados: ao demonstrar ser um rei desequilibrado e cruel, acaba provocando a ira de pessoas que pensam ser melhor que ele suma do trono. Um destaque bem especial a Jack Gleeson, que nos premiou com um personagem completamente insuportável, bem do jeito que este é retratado nos livros, um garoto que todos nós amamos odiar.

O discurso de Tyrion

Por onde começar? Talvez devesse iniciar meu comentário pela impressionante atuação de Peter Dinklage, que consegue na mesma cena interpretar um Tyrion amargurado e destruído pela traição de Shae, um Tyrion enfurecido por ser culpado por um crime que não cometeu e condenado previamente pelas pessoas que o salvaram, e também um Tyrion estrategista que decide apelar a uma ultima cartada desesperada. Ou quem sabe pudesse destacar logo o texto, brilhantemente redigido a ponto de lentamente desviar a atenção da morte de Joffrey para os ressentimentos entre Tyrion e seu pai e carrasco, Tywin, até finalmente retomar o assunto do julgamento com a decisão do anão de arriscar sua vida em um combate. Ou seria melhor ir direto ao ponto e abordar o clímax da cena, uma das maiores reviravoltas da série e possivelmente um dos momentos que mais deixou os fãs com uma cara de “MEU DEUS DO CÉU, COMO QUE ISSO VAI TERMINAR AGORA???”.  E para fechar essa cena de pura tensão só mesmo uns créditos com Rains of Castamere, não é mesmo?

A víbora contra a montanha

Eu confesso que esse evento quase me fez desistir de ler os livros. Essa cena é o gol nos 48 do segundo tempo que tira o título do seu time. É o arroz que você acabou deixando queimar quando faltava tão pouquinho pro almoço. É o feijão dentro do pote de sorvete. É a prova viva de que George Martin é um homem tão genial quanto cruel. Em outra cena muito bem produzida pela HBO, Pedro Pascal (Víbora Vermelha, Oberyn Martell) e Hafthór Júlíus Björnsson (A Montanha, Gregor Clegane) interpretam muito bem os lutadores em seu duelo mortal pela vida de Tyrion Lannister. Víbora Vermelha nos prometeu que esse não seria o dia em que iria morrer, mas… A Montanha nos dá mais alguns motivos para odiarmos o personagem e nós, fãs, ficamos com o coração partido após um desfecho tão inesperado. Ainda não me recuperei dessa morte, confesso. Saudades Eternas, Víbora Vermelha.

Adeus, pequeno irmão

Eu admito: sou muito fã da relação entre os irmãos Lannister. Amigos e companheiros apesar das diferenças entre eles, Tyrion e Jaime, principalmente na série, protagonizam ótimas cenas e diálogos. Essa cena, por exemplo, nasce de uma grande sacada da HBO: fazer com que a despedida entre os dois seja feita de maneira mais tocante e em melhores termos do que ocorre no livro. Ambos tentam manter suas masculinidades intactas e seu orgulho Lannister preservado, mas o adeus é duro demais e os dois são obrigados a baixar suas defesas ao menos por um momento. Essa deve ser a cena mais curta da lista, mas nem por isso é a menos tocante.

Jon Snow vs White Walkers

A quinta temporada, ao meu ver, foi um desastre quase completo: a exceção que traz alguma redenção para esse péssimo ano de Game of Thrones é o episódio intitulado “Hardhome“. Nele, a patrulha da noite e os selvagens sentem um gostinho, tem uma palhinha do real poder dos White Walkers. A coisa fica bem feia e quando nós, espectadores, estamos prontos para jogar a toalha e desistir de torcer para qualquer personagem porque no final todos serão zumbis de gelo, eis que Jon Snow simplesmente DESTRÓI COMPLETAMENTE um dos White Walkers com sua espada, Garralonga. Existe uma esperança para a Patrulha da Noite, para Westeros, para todo o mundo! É claro que ainda ela é pequena, mas quem sabe matando um inimigo de cada vez um dia essa guerra termine, certo?

A batalha dos Bastardos

É fan-service, é previsível, faltou o Fantasma na batalha… mas independente de tudo isso, temos que admirar esse espetáculo de cena. A batalha é brutal, caótica, há sangue para todo lado, cada tomada era uma oração para que um personagem querido não morresse, Jon Snow quase morre sufocado e nos deixa sem ar junto com ele, a música acompanha a batalha e faz nosso coração bater a 400 por minuto… Essa batalha tem de tudo, desde formações de batalha, a um gigante enfurecido e até mesmo um confronto pessoal no final, no qual Jon Snow se sagra vencedor do duelo. A atuação de Kit Harrington é boa mas o grande destaque fica por conta de Iwan Rheon no papel de Ramsay Snow/Bolton, como o grande vilão estuprador/perverso/completamente odiável que torcemos desesperadamente para morrer e feio durante esse conflito.

Galera, essa foi uma pequena lista das cenas que considero as mais marcantes de Game of Thrones até aqui. Espero que ainda sejamos agraciados com muitas que possam aparecer em outro texto futuro desse mesmo tipo. Ah, e como bônus stage dessa brincadeira, vou deixar também aqui a cena de abertura, claro, uma das marcas registradas da série e que nunca cansa de nos deixar maravilhados, né?

Abraços!

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